A arquidiocese de Braga anunciou a pena de demissão do estado clerical ao padre Albino Fernando Tristão Meireles, na sequência de um processo penal canónico motivado por “delitos contra o sexto mandamento” (traduzindo: abusos sexuais) cometidos contra menores e pessoas vulneráveis.
Num comunicado emitido ao princípio da tarde desta terça-feira, 26, depois de a mesma notícia ter vindo a público na RTP, a arquidiocese refere que “a decisão foi tomada após análise dos factos, das provas recolhidas e da condenação no âmbito da justiça civil”.
O decreto que dá substância ao comunicado em que esta “decisão canónica definitiva” é tornada pública foi assinado mais de um mês antes, tendo data de 21 de abril deste ano. Segundo o direito canónico, a diocese investiga o caso, mas a decisão é tomada pelo Vaticano.
A arquidiocese de Braga afirma que “reconhece a gravidade dos atos em causa e a profunda dor provocada às vítimas, às suas famílias, às comunidades cristãs e a todos os que legitimamente esperam da Igreja um testemunho coerente, seguro e responsável”, reafirmando a sua “proximidade para com as vítimas de abuso”.
A entidade exprime, por outro lado, “o compromisso de continuar a promover uma cultura de proteção, prevenção e transparência, colaborando com as autoridades civis e canónicas competentes”, dizendo-se “empenhada em assegurar ambientes seguros, especialmente para menores e pessoas vulneráveis”. “Por respeito pelas vítimas e pela gravidade da matéria”, a arquidiocese recusa-se a fazer comentários para além da nota divulgada.
No comunicado, manifesta ainda disponibilidade para escutar e acolher “todos os que possam ter sido vítimas de qualquer espécie de abuso sexual em alguma paróquia ou instituição da arquidiocese de Braga, e que ainda não deram voz ao seu silêncio”. Para tal deverão contactar a Comissão de Proteção de Menores e Adultos Vulneráveis através de e-mail (braga@comissaodiocesana.pt) ou de telefone (913 596 668).










