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Almoço do Papa Leão XIV com os pobres na Sala Paulo VI, 16 novembro 2025. Foto Vatican Media
Leão XIV: um compromisso com os desafios da atual dimensão das novas tecnologias e do impacto da Inteligência Artificial na vida humana. Foto © Vatican Media

Ensaio

As “coisas novas” da sociedade: do legado de Leão XIII ao compromisso pastoral de Leão XIV

| 07/02/2026

 

Embora não sendo um especialista, nem sequer um investigador, mas apenas um leitor atento do trabalho publicado por outros, muito mais habilitados do que eu, atrevo-me a apresentar uma leitura pessoal das possíveis comparações entre a ação pontifícia de Leão XIII, nomeadamente da sua encíclica Rerum Novarum (“As coisas novas”), de 1891, e o compromisso pastoral do cardeal Prevost, o novo Papa Leão XIV, inserida no contexto das respetivas épocas.

O significado simbólico deste nome pontifício não é uma mera casualidade, como aliás foi referido pelo próprio na missa inaugural, no dia 18 de maio de 2025. A escolha deve-se ao seu compromisso com as questões sociais diante dos desafios da nova Revolução Industrial, da atual dimensão das novas tecnologias e das interrogações relativas ao impacto da Inteligência Artificial na vida humana, tal como Leão XIII analisou, refletiu e quis intervir na realidade acelerada e muito complexa do final do século XIX. Ambos partilham a preocupação com a realidade social do seu tempo, interpretando-a à luz da doutrina cristã e do próprio evangelho. Leão XIV, logo no início do pontificado, não hesitou em denunciar “as ameaças das tecnologias, o poder do dinheiro, do sucesso e do prazer, que trazem o esquecimento da misericórdia e da dignidade da pessoa”.

Outros papas, na história, usaram o mesmo nome Leo, com referência à valentia ou à determinação do seu apostolado. Por exemplo, Leão I, no ano 452, enfrentou Átila, chefe dos Hunos, impedindo o saque de Roma. No ano 800, no dia de Natal, Leão III coroou Carlos Magno, Imperador do Sacro Império Romano Germânico, o que encetou a prerrogativa da submissão do poder temporal dos chefes terrenos, à autoridade espiritual da Igreja Católica. Ou Leão X, que viria a condenar Martinho Lutero à excomunhão, em 1521, sanção de grande impacto naquela época, recusando as teses reformistas do monge alemão.

A encíclica Rerum Novarum, considerada profundamente reformista na história eclesiástica e que inaugurou o conceito de Doutrina Social da Igreja, teve seguidores em Pio XI com a encíclica Quadragesimo Anno, de 1931, na comemoração dos 40 anos daquela encíclica e, sobretudo, com João XXIII, com Mater et Magistra, de 1961, que alarga o âmbito de intervenção social dos católicos e, depois, com a inspiradora encíclica Pacem in Terris, de 1963, já com uma visão planetária das relações justas entre os povos.

 

Solidariedade une todos os seres humanos

Papa Leão XIII

Leão XIII: “O dever de os cristãos não permanecerem indiferentes perante a indigência, a miséria e a fome, e quem não goza dos direitos elementares da pessoa humana.” Foto: Direitos reservados

Na primeira encíclica, a páginas tantas, é afirmado que “(…) a solidariedade que une todos os seres humanos e os torna membros duma só família, impõe aos países que dispõem com abundância de meios de subsistência, o dever de não permanecerem indiferentes diante de comunidades políticas se debatem com dificuldades da indigência, da miséria e da fome, e não gozam dos direitos elementares da pessoa humana. (…)”.

Na segunda, a Pacem in Terris, publicada enquanto decorria o Concílio Vaticano II, a dado passo, aponta: “(…) As nações mais desenvolvidas não têm o direito de impor um domínio político injusto às demais; pelo contrário, têm por obrigação dar um contributo para o progresso social de todos. (…) Os conflitos de interesses devem ser resolvidos de modo humano e não pelo recurso à força. Um aspeto particular deste conflito de interesses é o caso do tratamento de minorias e de grupos étnicos, sobretudo dos que abandonam o seu país em busca de trabalho.” Isto foi escrito há 62 anos e tem inegável atualidade.

Seguir-se-ão Paulo VI com a Carta Octogesima Adveniens, de 1971, onde são abordadas as novas questões do ambiente ou do desenvolvimento das cidades – “(…) um lugar de existência humana e de vidas comunitárias ampliadas, criar novos modos de vizinhança e de relações, descortinar uma aplicação original da justiça social” – ou ainda do direito à emigração – “… é urgente que se procure superar, em relação a eles, uma atitude estritamente nacionalista, a fim de lhes criar um estatuto que reconheça o direito à emigração e favoreça a integração…”.

Também João Paulo II na encíclica Redemptor Hominis, de 1979, adverte, com clareza: “O progresso tecnológico e o desenvolvimento civilizacional do nosso tempo, assinalado pelo predomínio da técnica, exigem um desenvolvimento proporcional da moral e da ética. Mas este, infelizmente, parece sempre ficar para trás…”.

Por economia de tempo, não poderei agora referir a importância da encíclica de Bento XVI, Caritas in Veritate, e a histórica e recente Fratelli Tuti, de Francisco, um empolgante hino de incentivo à fraternidade universal.

Vejamos, então, sinteticamente, quais as caraterísticas fundamentais da época, final do sec. XIX, em que Leão XIII publicou a Rerum Novarum.

A Europa vivia em clima de grande tensão política, com acentuada concorrência entre potências. Em 1888, na revista Anátema, o jovem Eça de Queirós escreveu a esse propósito: “(…) Nunca entre as nações existiu, como neste declinar dos velhos regimes, tanta desconfiança, tanta malquerença, ódios tensos apesar de tão vagos. (…) O alemão detesta o russo. O italiano abomina o austríaco, o dinamarquês execra o alemão e todos aborrecem o inglês, que os despreza a todos. (…) E no advento das democracias, haverá na Europa, não a universal fraternidade que os idealistas anunciam, mas talvez um vasto conflito de povos, que se detestam porque não se compreendem.”

De facto, vivia-se um ambiente que ficou conhecido por “paz armada”, em que se formaram, na Europa, dois blocos políticos militares rivais: a Tríplice Aliança, desde 1882, formada pela Alemanha, Itália e Império Austro-Húngaro e, três anos depois, a Tríplice Entente, com a Inglaterra, França e Rússia. Todos proclamavam a paz e, simultaneamente, se armavam e se preparavam para a guerra, a qual viria a eclodir em 1914, trazendo a devastação ao continente europeu e a territórios do Médio Oriente e norte de África.

 

Desumanização e capitalismo selvagem

“Desde o século XIX, regista-se desenvolvimento tecnológico, o início da exploração intensiva do petróleo, a modernização dos transportes e comunicações e o crescimento demográfico acentuado.” Foto © site Euro Dicas

Economicamente, a situação era marcada pela desumanização, num sistema capitalista a que chamamos selvagem, por não ter em conta a regulação equilibrada dos mercados, nem as condições de trabalho, nem os direitos humanos, apenas subsistindo a ganância desenfreada do lucro a qualquer preço. Era uma situação que já vinha crescendo desde o século anterior, mas que acelerou na segunda metade do século XIX, com o desenvolvimento tecnológico, o início da exploração intensiva do petróleo, a modernização dos transportes e comunicações, pela procura de matérias-primas para a indústria e, também, o crescimento demográfico acentuado.

Apenas três exemplos dessa mudança: na Europa, em apenas cem anos, a população quase quadruplicou, acentuando diferenças sociais; Tom Edison inventa, na América, a lâmpada elétrica, em 1878, permitindo alargar a jornada de trabalho industrial; e a abertura do canal do Suez, em 1869, encurtou, em 42%, as viagens entre Liverpool e Bombaim, na Índia, potenciando o lucro do comércio internacional. Foi também nessa época que os europeus emigraram em grande número para os Estados Unidos, Canadá, Brasil ou Argentina, para escaparem à miséria a que os mais pobres pareciam estar condenados. Já agora, refiro que a escravatura no Brasil só foi abolida em 1888, dez anos depois do início do pontificado de Leão XIII e, pelo mesmo motivo do fim do trabalho escravo, houve a mortífera guerra civil norte-americana, em meados do sec. XIX.

Ainda no contexto de profundas rivalidades entre potências económicas e com o intuito de obter mais e mais matérias-primas que servissem o aumento produtivo industrial, foi realizada, em 1885, a Conferência de Berlim, com objetivo de controlar e retalhar territórios, sobretudo em África e Ásia, legitimando uma nova fase de imperialismo na história mundial. Nela participaram representantes da Alemanha, Grã-Bretanha, França, Bélgica, Austro-Hungria, Dinamarca, Países Baixos, Turquia, Estados Unidos e ainda Portugal e Espanha, estes dois como países possuidores de territórios coloniais.

O procedimento que hoje nos repugna foi terem sido traçadas as fronteiras de conveniência, a régua e esquadro, para assegurar a exploração de recursos naturais e garantir o fornecimento das grandes indústrias europeias. Os africanos e asiáticos, cujas terras forma repartidas, não foram ouvidos nem achados nessa autêntica pilhagem.

Nesse contexto, o deputado francês Jules Ferry, em inflamado discurso proferido em 1885, dizia, a dado passo: “(…) É preciso dizer abertamente que, com efeito, as raças superiores têm um direito perante as raças inferiores (…). Elas têm o dever de civilizar as raças inferiores (…)”. O político e negociante inglês Cecil Rhodes também declarou em 1885: “Para salvar os 40 milhões de habitantes do Reino Unido de uma mortífera guerra civil, nós, os políticos coloniais, devemos apoderar-nos de novos territórios (…)”.

 

Garantir a supremacia económica da Europa

Os Miseráveis, de Victor Hugo, é uma das obras do século XIX em que se sente a atmosfera de profunda desigualdade. Foto:retirada do trailer do filme.

Ou seja, nesta mentalidade, tudo era possível fazer para garantir a supremacia económica dos países industrializados da Europa. E, por isso mesmo, Portugal foi desconsiderado, quando reivindicou, à luz da própria ata da Conferência de Berlim, a intenção de ocupar os territórios entre Angola e Moçambique, no que ficou conhecido por “Mapa Cor de Rosa”. Em resposta, o Reino Unido, em 1891, faz o Ultimato a Portugal, ameaçando bombardear Lisboa, se não desistíssemos dessa proposta, porque colidia contra a pretensão britânica de ligar o Cairo ao Cabo, por caminho de ferro, como uma coluna vertebral do domínio colonial no continente africano. A reação da elite portuguesa foi de violento e simbólico repúdio. Surge o hino “A Portuguesa”, de Augusto Keil, mas com a estrofe “contra os bretões, marchar, marchar”; as estátuas dos heróis nacionais foram cobertas com panos negros de luto; houve ruidosas manifestações em Lisboa e Porto, contra as cedências do rei D. Carlos às exigências britânicas. Até o poeta Guerra Junqueiro não teve meias medidas quando escreveu: “Assim vós, dessa raça assassina, sobre essa nau de pedra onde o mar vai bater, vós estranguleis, numa carnificina, de que ficará, sob densa neblina, num pântano de sangue, uma Gomorra a arder (…). Hão de os lordes rolar em postas no Tamisa, há de o corpo do rei dar banquete a um cão…”. Esta violência verbal é mais um indicador do tempo de crispação que se vivia no final do século XIX, a época de Leão XIII.

Do ponto de vista social, a marca mais evidente são as enormes diferenças de vida e de trabalho entre os trabalhadores industriais e os donos das fábricas. Basta que se leia Oliver Twist, de Charles Dickens, Os Miseráveis, de Victor Hugo, ou o Germinal, de Émile Zola, para sentir essa atmosfera de profunda desigualdade. Não existiam contratos laborais, nem apoio à doença ou à invalidez, os velhos não tinham qualquer amparo, a mão-de-obra infantil era comum, a proteção legal do trabalho era inexistente, desprezava-se a garantia de salário fixo, a jornada laboral não tinha limite previsto e os trabalhadores amontoavam-se em bairros periféricos sem condições de segurança e salubridade mínima. Num relatório de um inspetor sanitário inglês pode ler-se: “(…) a qualquer hora do dia, as mulheres recolhem água com baldes atados com cordas, de uma suja e fétida vala, cujas margens estão cobertas de lama, excrementos, lixo e restos de comida – e esta água é usada para todos os propósitos, inclusive culinária”.

 

Progressos e lutas

“1º de Maio de 1886 em Chicago: A repressão violenta por parte das autoridades é hoje a causa da comemoração do Dia do Trabalhador e, na Igreja Católica, dedicado a S. José Operário.  Gravura de Thure de Thulstrup (1848–1930): Ilustração da Revolta de Haymarket de 1886, Chicago, EUA.

Obviamente que a esperança de vida dos que conseguiam sobreviver à infância era baixíssima, sem cuidados médicos organizados. O médico Percival dizia, na época, que: “para esta gente, viver significa apenas não morrer”. Apesar disso, houve alguns progressos sanitários como a identificação do bacilo da tuberculose, em 1882, ou o registo da Aspirina, pela Bayer, em 1899. Todavia, a par deste inferno social, abriam-se as novas avenidas ajardinadas de Paris ou Londres, a burguesia vivia despreocupada, tinha acesso à instrução, ditava a moda, detinha a maioria da propriedade e, consequentemente, da riqueza. Para reivindicar melhores condições de trabalho, surgem as primeiras associações de socorros mútuos (friendly societies) e só depois os primeiros sindicatos, que apenas seriam legalizados, em Inglaterra, em 1871, e que, de forma organizada, lutavam pela obtenção de direitos dos trabalhadores.

Em 1 de maio de 1886, em Chicago, eclodiu uma greve e uma enorme manifestação de operários que exigiam a jornada de 8 horas de trabalho (8 de trabalho, 8 de descanso, 8 de lazer). A repressão violenta e a execução dos seus líderes, por parte das autoridades, é hoje a causa da comemoração do 1.º de maio, como Dia do Trabalhador e, na Igreja Católica, dedicado a S. José Operário. É também por esta altura que aparecem os primeiros movimentos políticos que defendiam uma maior justiça social, sendo, por isso, conhecidos por “socialistas”, criticando o modelo capitalista de organização económica. Em Portugal, as Conferências do Casino, de 1871, impulsionadas por Antero de Quental, assinalaram a chegada e divulgação dessas ideias novas e que originaram a fundação da Associação Voz do Operário, liderada por Azedo Gneco.

 

Uma encíclica com intenção reformista

Leão XIII

“Leão XIII quis que a Igreja Católica abrisse, à luz dos Evangelhos, uma terceira opção de pensamento e organização, entre o liberalismo capitalista e as novas doutrinas socialistas sustentadas na natureza inevitável da luta de classes.” Ilustração: Vatican News

Dito isto, temos então, de modo sintético, a caraterização da sociedade europeia que suscitou a análise e reflexão do Papa Leão XIII, na encíclica Rerum Novarum.

Os princípios essenciais nela enunciados são: a primazia da pessoa sobre as coisas; o direito à propriedade como instrumento da promoção humana; a subordinação das riquezas e do bem-estar ao bem comum; o direito de associação; a vocação de todos para a construção duma sociedade fundada na justiça e marcada pela fraternidade. Logo no início do documento é  feito o seguinte diagnóstico: “Uma vez desperto pelo gosto das coisas novas, que há muito vem agitando as sociedades, era de prever que o entusiasmo pelas mudanças passasse, mais cedo ou mais tarde das relações políticas para a economia (…)”; e, mais adiante, acrescenta: “O incremento da indústria e a evolução das profissões por novos caminhos, a alteração das relações entre operários e patrões, a abundância de riqueza nas mãos de um pequeno número e a indigência da multidão, a maior confiança dos operários em si próprios (…) tiveram como efeito a deflagração dum conflito social”. Apenas por estas palavras e princípios enunciados, facilmente percebemos a intenção reformista do Papa, na tentativa de promover mais justiça distributiva e humanização nas relações laborais. Como sintetizaria, algumas décadas depois, João Paulo II, “não é o trabalho que dá dignidade ao homem, mas o homem ao trabalho”.

Por outro lado, Leão XIII quis que a Igreja Católica abrisse, à luz dos Evangelhos, uma terceira opção de pensamento e organização, entre o liberalismo capitalista sem regulação e as novas doutrinas socialistas sustentadas na natureza inevitável da luta de classes, como tinha sido enunciado por Karl Marx.  Foi a essa via alternativa, entre o capitalismo e o socialismo, que se chamou, desde aí, de “Doutrina Social da Igreja”. Foi na consequência dessa orientação, que surgiram os Círculos Católicos de Operários, antepassados da JOC (Juventude Operária Católica), juntando a voz dos leigos da Igreja aos movimentos de luta pela dignidade do trabalho e, ainda depois, o movimento político da democracia cristã.

Por tudo isto, e ainda por tudo o que fica por dizer, se entende e justifica que o cardeal Robert Prevost tenha escolhido o nome de Leão XIV, devido à sua preocupação de refletir e intervir no impacto da atual revolução tecnológica nas novas relações de trabalho (nomeadamente as incógnitas sobre a Inteligência Artificial), num tempo de acumulação excessiva de riqueza numa minoria (cerca de metade da riqueza mundial está, atualmente, nas mãos de 1% da população), na desconsideração de valores humanistas (a crescente proliferação de atos e discurso de ódio), com a normalização da guerra (em 2024, foram registados 61 conflitos armados em curso em 36 países) e ameaça climática que afeta o Planeta, sem olhar a fronteiras.

A História nem sempre se repete, mas dá-nos lições para o presente e pistas para o futuro, sobretudo para que não cometamos os mesmos erros.

Esperemos que estas justas preocupações do Papa tenham eco e projetem consequências positivas para a Humanidade, numa época onde o esquecimento da História arrasta perigos velhos para o nosso tempo.

 

Pedro Melo Biscaia (1956) é licenciado em História em Coimbra e pós-graduado em Gestão e Administração Escolar; trabalhou no sistema educativo público, incluindo em cargos de direção durante 17 anos; é militante cívico e cultural, também com ação no voluntariado. Foi deputado municipal. Reside em Leiria, onde recebeu o Prémio Carreira do semanário Região de Leiria e, em 2023, a medalha de mérito de serviços relevantes, da Câmara Municipal de Leiria. Em 2025, publicou Roteiro dos Afetos Maternos (Âncora). O autor tem formação religiosa cristã, mas não professa qualquer religião, nem tão pouco partilha crença no divino. Esta análise pretende ser apenas factual e de metodologia histórica. Os subtítulos são da responsabilidade do 7MARGENS.

 

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Último desejo de Francisco: os bolinhos da amiga Jacoba

Ano jubilar-800 anos da morte (8)

Último desejo de Francisco: os bolinhos da amiga Jacoba novidade

O Papa Leão XIV proclamou, desde 10 de janeiro e até final deste ano, um ano jubilar assinalando os 800 anos da morte de Francisco de Assis, ocorrida em 3 de outubro de 1226 – a festa litúrgica é assinalada dia 4. Com esse pretexto, o 7MARGENS publica, até final do ano, nos dias 3 ou 4 de cada mês, uma série de dez textos da autoria de frei Isidro Lamelas, da Ordem dos Frades Menores, professor de Teologia. Este é o oitavo texto da série.

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