As muitas manifestações pelo clima, em Portugal, nesta sexta, 27

e | 26 Set 19

Jovens em São Francisco (EUA), em Março: o clima está a mudar, porque não mudamos nós?, pergunta o cartaz à esquerda; e à direita: “Um bom planeta é difícil de encontrar”. Foto © Intothewoods7/Wikimedia Commons

 

Nesta sexta-feira, milhões de pessoas em todo o mundo voltarão a fazer greve pelo clima. Em Portugal, estão previstas concentrações e marchas em várias localidades.

Em Lisboa, a marcha ligará o Cais do Sodré ao Rossio a partir das 15h; no Porto, duas horas mais tarde, os manifestantes desfilam entre a Praça da República e a Avenida dos Aliados. Também para as 17horas estão marcadas concentrações em Guimarães (Plataforma das Artes), Braga (Pç. da República), Vila Real (Câmara Municipal), Chaves (Lg. General Silveira), Aveiro (Escola Homem Cristo), Viseu (Rossio), Coimbra (Largo D. Dinis), Setúbal (Largo Zeca Afonso), Évora (Pç. do Giraldo), Sines (Jardim das Descobertas), Faro (Rotunda do Hospital), Lagos (Mercado Municipal), Portimão (Aqua Portimão) e Tavira (Escola Secundária).

Mais cedo, será a vez de Leiria (9h, Estádio Magalhães Pessoa), Guarda (10h30, Pç. da Sé) e Portalegre (16h, Rossio). Haverá ainda concentrações em Castro Verde, Lousada, Moimenta da Beira, Penafiel, Pombal e Vila Pouca de Aguiar.

A nível mundial, está a crescer também a participação de grupos de base religiosa nas manifestações pelo clima. Christina Leaño, directora do Movimento Católico Global pelo Clima (MCGC) disse ao jornal digital Crux que a envolvência de católicos nestes movimentos vem na sequência da Laudato Si’, a encíclica histórica que o Papa Francisco escreveu em 2015, chamando a atenção para o tema.

“Estamos no meio de uma emergência climática, e as pessoas de fé necessitam de respeitar toda a vida, incluindo as gerações que ainda irão nascer, todas as espécies vivas no planeta, e as crianças que vivem neste momento,” afirma Leaño.

A presidente da organização alemã Pão Para o Mundo, Cornelia Füllkrug-Weitzel, afirmou entretanto que a renovação espiritual pessoal e colectiva é a chave para fazer a diferença na luta contra as alterações climáticas. Mas isso deve levar a fazer uma pergunta: “Quais são as partes da nossa espiritualidade que pertencem no mercado económico?”

Citada no serviço noticioso do Conselho Mundial de Igrejas, Füllkrug-Weitzel acrescenta: “Nós precisamos de fazer um exame crítico individual para renovar as nossas raízes espirituais. Podemos e devemos fazer isso.”

As “Reflexões Islâmicas” da revista muçulmana de Lisboa, Al Furqán, publicará nesta sexta-feira também um texto sobre “A Ecologia e os Valores Islâmicos”. Entre vários conselhos, lê-se na revista, publicada por Mohamed Youssuf, da Comunidade Islâmica de Lisboa: “Para sermos fiéis à nossa religião, devemos mudar os nossos costumes e fazer um esforço para conservar, educar e criar instituições alternativas, para mitigar e ajudar a lidar com a crise económica e ambiental iminente, preservar e fortalecer as nossas comunidades e instituições islâmicas, e pensar em como podem ser úteis na luta para ajudar a humanidade a exercer um governo responsável.”

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