Tema motiva luta política em Espanha

Ataque à catana em duas igrejas de Algeciras deixa um morto e quatro feridos

| 26 Jan 2023

atentado em algeciras, foto twitter verdades e nada mais

O autor dos atos rendeu-se pouco depois sem qualquer resistência, quando abordado pela força policial. Foto retirada do perfil de Twitter @verdadesenadama.

 

O jovem de nacionalidade marroquina que matou à catanada na última quarta-feira, 26 de janeiro, o sacristão de uma igreja de Algeciras, cidade portuária do sul da Andaluzia, tendo ferido quatro outras pessoas, foi colocado pela polícia à disposição da Autoridade Nacional que lida com casos de terrorismo.

Foi ao cair do dia que o jovem, de 25 anos, começou por entrar na igreja de Santo Isidro, tendo agredido com uma catana o pároco local, deixando-o em estado grave. Saiu, a seguir, do local e encaminhou-se de catana nas mãos para a igreja de Nossa Senhora de la Palma.  Entrou e começou a derrubar os objetos que se encontravam no altar, o que levou o sacristão a tentar demovê-lo. Provavelmente apercebendo-se do risco, terá tentado fugir e foi já na rua que, depois de ter a vítima no solo, o agressor brandiu sobre ela de novo a catana, tirando-lhe a vida. As restantes três vítimas tiveram ferimentos ligeiros. O autor destes atos rendeu-se pouco depois sem qualquer resistência, quando abordado pela força policial.

A reconstituição entretanto realizada permitiu apurar que não terá havido cúmplices. Por outro lado, testemunhas terão escutado impropérios e gritos proferidos pelo jovem, quando se encontrava nas igrejas, em que se destacava o nome de Alá. Isso levou o magistrado que apreciou o caso a considerar que se trataria de uma pessoa de religião muçulmana, provavelmente  radicalizada por relação com o “salafismo jihadista”, e, segundo relata o jornal El País, qualificando inicialmente os factos como um crime de homicídio “para fins terroristas”.

Comentando o sucedido, o bispo-auxiliar de Toledo, César Garcia Magan, que é também secretário-geral da Conferência Episcopal Espanhola, expressou pesar às famílias das vítimas e desejou rápida recuperação dos feridos. Quando a interpretações, a sua reação foi de prudência: “Não se deve cair em provocações, atirar achas para a fogueira ou associar o terrorismo a qualquer religião ou fé”, comentou, em declarações citadas pelo Vatican News.

“Nunca se pode usar o nome de Deus para justificar qualquer ato de violência”, acrescentou o bispo.

A Comissão Islâmica da Espanha, por sua vez, considerou o ataque contrário a qualquer ensinamento religioso. “Estamos chocados com esta abominável ação criminosa assassina”, pode ler-se num comunicado entretanto divulgado.

Mas o acontecimento já se tornou motivo de luta política no país vizinho. Alberto Nunes Feijóo, presidente do Partido Popular, comentou que “o terrorismo islâmico é um problema de toda a sociedade europeia e devemos agir de forma unida e sabendo que existe um problema latente porque há pessoas que matam em nome de um Deus ou de uma religião”.  Mas não se coibiu de ir contra o que o bispo auxiliar solicitou, ao acrescentar: “Há muitos séculos que não se vê um católico ou um cristão matar em nome de sua religião e crenças”.

Estas declarações foram consideradas “irresponsáveis” e “demagógicas” pelo PSOE, o partido no poder.

 

Visite o andar-modelo. Há muitos e bons livros para lembrar Abril

Três obras para ler

Visite o andar-modelo. Há muitos e bons livros para lembrar Abril novidade

Abril, livros mil é o cliché óbvio, e até preguiçoso, para o manancial de edições no mercado livreiro português sobre os 50 anos do 25 de Abril ou que, aproveitando a efeméride redonda da Revolução dos Cravos, se inscrevem na história da ditadura do Estado Novo e da democracia nascida em 1974. O 7MARGENS traz três (breves) propostas. Abril é sinónimo de diversidade e as férias podem ser ocasião para descobrir mais como se fez a democracia que vivemos há cinco décadas.

Apoie o 7MARGENS e desconte o seu donativo no IRS ou no IRC

Jovens bahá’ís dedicam férias de verão ao serviço comunitário

De norte a sul do país

Jovens bahá’ís dedicam férias de verão ao serviço comunitário novidade

O período do verão é muitas vezes utilizado pelos jovens bahá’ís como uma oportunidade para dedicar tempo ao serviço, e este ano não está a ser diferente. A Caravana de Serviço, um projeto que reúne jovens de diversas localidades para atividades de serviço comunitário de norte a sul do país, começou com grande entusiasmo no final de junho com o evento Reconecta, realizado em Monchique, e já em julho com um  acampamento nacional, em Palmela.

Palavras violentas, consequências violentas

Palavras violentas, consequências violentas novidade

Com uma percentagem significativa do país armada, e pelo menos uma percentagem violentamente zangada, temos de concordar que a única esperança para a paz é, como se diz, “reduzir a retórica”. – A reflexão de Phyllis Zagano sobre o panorama atual nos EUA

Agenda

Fale connosco

Autores

 

Pin It on Pinterest

Share This