Dia marcado por confrontos em todo o país

Ataque a santuário xiita faz 15 mortos no Irão

| 27 Out 2022

santuario de Shah Cheragh, em Shiraz (Irão) Foto Alex Cheong

O santuário de Shah Cheragh, em Shiraz, é considerado o segundo lugar sagrado mais importante do Irão. Foto © Alex Cheong.

 

Esta quarta-feira, 26, quando passavam exatamente 40 dias sobre a morte da jovem Mahsa Amini e milhares de manifestantes protestavam em mais de 25 cidades iranianas, um novo ataque terrorista abalou o país. Três homens armados entraram no santuário muçulmano xiita de Shah Cheragh, em Shiraz (sul do Irão), enquanto centenas de fiéis se preparavam para rezar, e dispararam sobre eles, provocando pelo menos 15 vítimas mortais e 40 feridos, avançou a Al Jazeera.

A responsabilidade do ataque ao santuário, considerado o segundo lugar sagrado mais importante do Irão, foi já reivindicada pelo grupo jihadista Estado Islâmico, e dois dos agressores terão sido presos. O último ataque em Shiraz havia sido registado em abril de 2008, quando uma bomba colocada numa mesquita matou 14 pessoas.

O mais recente ataque aconteceu num dia marcado por confrontos e tensões em todo o país. Assinalando 40 dias após a morte da jovem Mahsa Amini, de 22 anos, detida e torturada pela polícia dos costumes iraniana por não usar o véu islâmico corretamente, milhares de manifestantes saíram à rua para exigir o fim do regime que governa o país. O número 40 não é aleatório: na cultura xiita do Irão, o ritual de celebração do falecido 40 dias após a sua morte, data que encerra o luto da família, é de grande importância.

As manifestações foram parcialmente reprimidas pelas autoridades locais. Em várias cidades, as forças policiais dispararam balas de borracha, usaram gás lacrimogéneo e bloquearam o acesso à Internet alegando “razões de segurança”.

 

EUA temem aumento da repressão com apoio da Rússia

protestos no irao contra morte de Mahsa Amini foto redes sociais

Desde o início dos protestos, em setembro, cerca de 250 pessoas morreram na sequência da violenta repressão por parte das autoridades iranianas. Foto: Direitos reservados.

 

Nesse mesmo dia, os EUA manifestaram temer um aumento da repressão no Irão, com o apoio da Rússia, noticiou a Euronews. “Preocupa-nos que Moscovo possa estar a aconselhar Teerão sobre as melhores práticas para gerir os protestos, aproveitando a vasta experiência da Rússia na repressão de manifestações públicas. As provas de que o Irão está a ajudar a Rússia a endurecer a sua guerra contra a Ucrânia são claras e públicas”, afirmou a porta-voz da Casa Branca, Karine Jean-Pierre, durante uma conferência de imprensa, esta quarta-feira.

Também esta quarta-feira, vinte relatores e outros especialistas das Nações Unidas (ONU) pediram um mecanismo internacional de investigação sobre a situação de direitos humanos no Irão, a ser discutido numa sessão especial do Conselho de Segurança, avançou a Agência Lusa, citada pelo site Notícias ao Minuto.

Num comunicado, os relatores e especialistas reiteraram a sua condenação aos assassínios e repressão pelas forças de segurança iranianas após a morte de Amini, e exigiram a investigação de alegações de detenções arbitrárias, uso excessivo de força, tortura, desaparecimentos forçados e violência sexual e de género.

“Estamos profundamente preocupados com os frequentes relatos que denunciam o uso deliberado e ilegal de munição real, projéteis de metal e balas contra manifestantes pacíficos”, acrescentaram os especialistas das Nações Unidas.

De acordo com a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos (HRANA), sediada nos Estados Unidos, desde o início dos protestos, em setembro, cerca de 250 pessoas morreram na sequência da violenta repressão por parte das autoridades iranianas. Mais de 30 eram menores de idade.

Como resultado da pressão das manifestações, assinala ainda o Vatican News, o vice-chefe do conselho dos médicos iranianos, Mohammad Razi, pediu demissão, enquanto o médico forense Mehran Fereidouni foi preso, acusado de contestar o relatório oficial sobre a morte de Amini que negava atribuir a sua morte ao facto de ter sido violentamente espancada pelas forças de segurança.

 

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