
A reação do Secretariado Diocesano surge cinco dias após os ataques a imigrantes no Porto – ocorridos na madrugada da passada sexta-feira, 3 de maio. Foto © Andranik Hakobyan
O Secretariado Diocesano do Porto das Migrações e Turismo diz estar “solidário com as vítimas e famílias [dos ataques da passada sexta-feira, 3 de maio], bem como com todas as comunidades estrangeiras presentes na cidade do Porto” e defende a transferência de competências da Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA) para o poder local.
A diretora do Secretariado, Maria Eduarda Viterbo, assegura que “as comunidades atingidas são formadas por pessoas que trabalham e querem trabalhar, não havendo nada a apontar no que diz respeito a comportamentos e vida social”. “Pelo contrário, manifestam, habitualmente, grandes gestos de solidariedade entre si e relativamente a pessoas provenientes de diferentes Países (e mesmo Portugueses)”, acrescenta, numa nota citada esta quarta-feira pela Renascença. “Os ataques ocorridos são uma expressão de ódio, que não podemos aceitar de forma nenhuma”, conclui.
“Trata-se, acima de tudo, de seres humanos, que nem sempre veem a sua dignidade respeitada. E este desrespeito começa logo nos organismos que, supostamente, são criados para apoiar e agilizar a integração na sociedade e na atividade laboral”, denuncia ainda.
Criticando o o modo de funcionamento da AIMA), que, na sua opinião, “está bem pior do que o antigo SEF”, Maria Viterbo considera “que seria bem melhor e rentável que estes serviços fossem entregues ao Poder Local, que, em diálogo com os vários intervenientes – Forças de Segurança, Igreja Católica, Instituições e Associações credíveis – teria um melhor conhecimento da realidade local e poderia ter um trabalho muito mais eficaz”.
A reação do Secretariado Diocesano surge cinco dias após os ataques a imigrantes no Porto – ocorridos na madrugada da passada sexta-feira, 3 de maio – e dois dias depois do comentário do bispo Manuel Linda, em resposta a uma pergunta do 7MARGENS sobre se havia alguma reação da Diocese aos referidos acontecimentos.









