Durante a missa e a oração

Atentados contra igreja e mesquita fazem dezenas de mortos no Burquina Fasso

| 26 Fev 2024

Burkina Faso, Burquina Faso, Terrorismo,

Igreja da Assembleia de Deus no Burquina Fasso, vítima de ataque recente: no domingo, as vítimas foram católicos e muçulmanos. Foto: Direitos reservados.

 

Dois ataques no Burquina Fasso, um a uma igreja cristã e o outro a uma mesquita, causaram dezenas de mortes naquele país no último domingo, 25 de fevereiro.

“Pelo menos 15 fiéis foram mortos num ataque terrorista na manhã deste domingo, 25 de fevereiro, que atingiu a comunidade católica na aldeia de Essakane, Burquina Fasso, enquanto a missa estava a ser celebrada”, relata o Vatican News, portal de notícias do Vaticano, que cita o bispo Laurent Bifuré Dabire, da Diocese de Dori, localizada no Norte do país, através de um comunicado. Entre as vítimas deste ataque, 12 morreram no local e três na sequência dos ferimentos.

Já no leste do país, várias dezenas de fiéis muçulmanos morreram, também no domingo, na sequência de um ataque contra uma mesquita em Natiaboani. “As vítimas são todas muçulmanas, maioritariamente homens que estavam reunidos na mesquita para rezar, esclareceu um habitante desta localidade”, citado pelo La Croix International.

Uma outra fonte local, citada no mesmo jornal, explicou que “os terroristas entraram na cidade às primeiras horas da manhã”, cercando a seguir a mesquita e disparando “contra os fiéis que ali se encontravam para a primeira oração do dia”. “Vários deles foram mortos a tiro, incluindo um importante líder religioso”, acrescenta o mesmo habitante.

Natiaboani é uma aldeia a cerca de 60 quilómetros a sul de Fada N’Gourma, a capital da região Leste, que tem sido regularmente alvo de ataques de grupos armados desde 2018, incluindo contra mesquitas e imãs, bem como igrejas e clérigos cristãos, muitas vezes raptados.

Vários outros ataques tiveram lugar no domingo, nomeadamente contra o destacamento militar de Tankoualou (Leste), o 16º Batalhão de Intervenção Rápida (BIR) perto de Kongoussi (Norte) e o batalhão misto na zona de Ouahigouya (Norte).

A vaga de violência jihadista atribuída a movimentos armados afiliados à Al-Qaeda e ao Daesh (o autoproclamado Estado Islâmico), já causou a morte de cerca de 20.000 pessoas e mais de dois milhões de deslocados.

Em resposta a esta situação, a Fundação Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) lançou em Portugal uma campanha que procura “dar algumas respostas às populações cristãs mais atingidas pela violência nas áreas da alimentação, cuidados de saúde, educação, e ainda, apoio espiritual”. Com apenas 65 cêntimos por mês – o valor de um café – é possível ajudar crianças deslocadas a ter acesso ao ensino, sendo o objetivo conseguir que pelo menos 100 crianças possam continuar a estudar. Com 481 euros por mês podem ajudar-se 26 famílias a ter alimentação, enquanto com 153 euros mensais se garante a assistência médica a 180 doentes.

Num telegrama assinado pelo secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, o Papa Francisco expressou a sua tristeza e proximidade com as famílias atingidas pelos ataques terroristas, associando-se “ao luto das famílias, manifestando-lhes a sua proximidade e dor” e expressando “também a sua tristeza à comunidade muçulmana“.

“O ódio não é a solução para os conflitos”, acrescenta o Papa, que “convida ao respeito pelos lugares sagrados e à luta contra a violência com o objetivo de promover os valores da paz”, diz o telegrama enviado ao bispo Dabiré, que é também presidente da Conferência Episcopal de Burkina Faso e Níger.

O Vatican News acrescenta que as autoridades afirmam que a resposta das Forças Armadas do país levou à neutralização de “várias centenas de terroristas”.

 

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