A Amnistia Internacional divulgou hoje, dia 28 de agosto, um comunicado sobre a violação dos direitos dos uigures e de outras minorias muçulmanas continuamente perpetrados pela China, em Xinjiang, no oeste do país. A acusação resulta de contactos realizados pela organização, entre janeiro e agosto de 2025, com familiares de 126 uigures detidos ou desaparecidos.
“Vidas foram arruinadas, famílias separadas e comunidades desmanteladas pela crueldade contínua das autoridades chinesas. Atualmente, as famílias dos detidos continuam a procurar saber do seu paradeiro e a exigir justiça e liberdade para todos aqueles que sofrem na região uigur”, disse Sarah, Diretora da Amnistia Internacional para a China na apresentação do relatório.
Três anos após o relatório da ONU sobre crimes contra a humanidade cometidos pela China contra a minoria muçulmana, Brooks considera “vergonhoso que a comunidade internacional não tenha agido”. Recorde-se que em 31 de agosto de 2022, o relatório publicado pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, classificava a violação dos direitos humanos, incluindo tortura, cometida pela China contra a minoria muçulmana naquela região, como podendo configurar crimes contra a humanidade.
Desde 2017, vários documentos e depoimentos relatam a selvática e sistemática repressão conduzida pelas autoridades de Pequim contra esta minoria, sob a capa da luta contra o terrorismo islâmico. Práticas de tratamento médico forçado e a detenção de milhares de uigures em campos de internamento de péssimas condições têm sido constantemente comprovadas.
No seu comunicado a Amnistia Internacional insta o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos a divulgar uma “atualização pública” sobre a situação em Xianjian e apela aos Estados-membros para que “condenem as graves violações de direitos humanos cometidas pela China”. E reforça a “importância crítica” da constituição de um “mecanismo que conduza uma investigação internacional independente para garantir a responsabilização” efetiva do Governo de Pequim que até agora tem ignorado todas as denúncias de que tem sido alvo.
De acordo com o recenseamento chinês de 2004, os uigures seriam um pouco mais de 8,6 milhões.










