Aumento dos combates leva à retirada do Congo de técnicos da OMS e a Unicef, no meio de um surto de Ébola

| 28 Nov 19

Imagem colorizada mostrando partículas do Ébola (a verde), num macaco infectado de forma crónica. Foto © BernbaumJG/Wikimedia Commons

 

A OMS (Organização Mundial de Saúde e Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) começaram a evacuar os seus peritos e médicos no terreno, que estavam na República Democrática do Congo (RDC) em missão de combate ao vírus Ébola. A decisão surge na sequência do recrudescimento dos conflitos armados no país, com uma série de confrontos violentos nas cidades de Beni e Goma, no leste, desde segunda-feira, 25 de novembro.

De acordo com fontes locais, citadas pela Agência Fides, em Beni, as multidões descontentes assaltaram o quartel-geral da Monusco (Missão da Nações Unidas na República Democrática do Congo). Os “capacetes azuis” são acusados de não fazerem o necessário para proteger a população. Muitos também pedem a retirada completa da Monusco, mas outros criticam a ineficácia das forças militares do Congo em contrariar as incursões do grupo rebelde FDA (Forças Democráticas Aliadas). Um representante da OMS, citado pela Cidrap, Mike Ryan, afirma que é “alarmante” a falta de segurança que não permite lutar contra o surto da doença. Nesta fase, cada caso importa, porque basta ocorrer um caso para acontecer um surto, e isto leva a que o surto esteja outra vez à nossa frente.”

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