Manuel Alte da Veiga

O meu divórcio e o voto de pobreza

  Chegámos à conclusão de que os nossos feitios não se davam e que nenhuma das partes tinha interesse em prolongar tão sofrida paciência. Assim foi que abandonei a Companhia de Jesus, depois de 15 anos em que ela me enriqueceu espiritual e intelectualmente. Tudo a bem, mas não sem dor da minha parte. Por muito que o famoso voto de obediência me...

Os desafios dos bispos em França

“Ao padre que sabe muito e fala bem ainda lhe falta o coração e a humanidade.” Um bom mote do cardeal António Marto para alguns artigos meus anteriores e que abre caminho para aprofundar o que é “ter vocação” – e não só para sacerdote ou consagrado. É também uma boa maneira de abordar o tema da sexualidade perante os escândalos na hierarquia da...

“E juntou-se aos seus antepassados…”

  Assim termina a história de Abraão no Livro do Génesis, quando ficou “repleto de dias”. E como ele, muitos mais caminharam serenamente para se juntarem aos antepassados, rodeados de carinho. Esta expressão tão doce e familiar suaviza a morte como separação e fortalece a fé na reunião. É um momento ou um processo em que sobressai o valor...

O meu Credo sempre renovado

  O Sínodo católico de 2021-23 alerta para a falta de congruência entre o que professamos e o como vivemos. Ora o Credo de Niceia é sobretudo uma tentativa de justificação filosófica do desenvolvimento histórico da maneira de compreender o Deus professado e vivido por Jesus Cristo. Mas as suas posições dogmáticas tornaram-se belicosas, como...

Críticas a “Igrejas que afastam de Deus?”

  Recebi várias críticas ao artigo em referência, duas delas cuidadosamente analíticas. Organizo-as em parágrafos (vários deles pertencem ao mesmo crítico), seguidos de breve comentário: 1. Contrariamente ao que eu pareço dar a entender, há muitos padres cultos e dialogantes. 2. É pena que a propósito da Igreja Católica, e ao longo da sua...

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