Esta tinha sido a casa da sua mulher, Dália, de uma família de judeus vindos da Bulgária em 1948, em plena época do Êxodo da Europa central para a Palestina, logo após a II Grande Guerra. A versão oficial era a de que Ramle e outras cidades próximas, como Jafa e Lidah, tinham sido abandonadas pelos seus próprios habitantes, que fugiam diante do exército israelita vitorioso – e tanto bastava para que estes imigrantes pobres, acossados pela memória do Holocausto, as ocupassem de consciência tranquila, como sendo a “sua” Terra Prometida.










