Autoridade Financeira do Vaticano registou 64 casos suspeitos em 2019

| 6 Jul 20

A Autoridade de Informação Financeira (AIF) do Vaticano divulgou o relatório anual relativo a 2019, o primeiro após a mudança na sua presidência, após um ano marcado pela polémica ligada à venda de um imóvel em Londres.

O documento regista 64 operações suspeitas, um aumento de oito casos em relação a 2018, mas na linha da diminuição dos anos anteriores (150 em 2017; 207 em 2016; 544 em 2015).

Quatro medidas preventivas, incluindo o congelamento de uma conta bancária, e 15 relatórios dirigidos ao promotor de Justiça do Vaticano, são algumas das determinações tomadas. Outro dado destacado no relatório é a diminuição das operações transfronteiriças em dinheiro, em número e montante.

A 23 de Janeiro deste ano, o Estado da Cidade do Vaticano foi novamente admitido no Grupo Egmont, organização global das autoridades financeiras nacionais, após a suspensão da AIF em Novembro de 2019. O facto foi considerado por Carmelo Barbagallo, presidente da AIF desde 27 de Novembro de 2019, como um “testemunho da confiança” dos responsáveis do grupo no sistema do Vaticano.

 

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