Cristãos apreensivos

Autoridades impõem fortes restrições à Páscoa ortodoxa em Jerusalém

| 13 Abr 2023

Conferência de Imprensa do Patriarcado Ortodoxo de Jerusalém. Foto © WCC.

Conferência de Imprensa do Patriarcado Ortodoxo Grego de Jerusalém. “A vida dos cristãos está a tornar-se cada vez mais insustentável”, afirmaram os líderes religiosos. Foto © WCC.

 

O Conselho Mundial de Igrejas (CMI) acaba de emitir uma tomada de posição de “séria preocupação” com as restrições que a polícia de Israel colocou à celebração da liturgia da luz, na igreja do Santo Sepulcro, em Jerusalém, no próximo sábado, 15 de abril, ponto alto da Páscoa ortodoxa.

A posição vem reforçar o teor da declaração que, poucas horas antes, havia sido divulgado pelo Comité do Statu Quo das igrejas cristãs, que reúne as lideranças do Patriarcado Ortodoxo Grego de Jerusalém, da Custódia da Terra Santa e do Patriarcado Arménio.

As autoridades israelitas condicionaram a dois mil o número de fieis que poderá associar-se à celebração, contra os dez mil dos anos anteriores. Além disso, 200 agentes da polícia estarão posicionados no espaço da igreja, montando ainda postos de segurança noutros pontos da Cidade Velha, para controlar a aproximação de pessoas. Fica também impossibilitada a procissão que é habitual acontecer neste dia.

Os responsáveis das Igrejas cristãs têm vindo a pronunciar-se criticamente com o clima de crescentes restrições impostas às manifestações das confissões cristãs por setores “extremistas radicais” da sociedade e da política de Israel.

“Impedir a liberdade religiosa das nossas comunidades cristãs é mais um exemplo do ambiente hostil enfrentado pelos cristãos na Terra Santa”, afirma uma declaração específica do Patriarcado Ortodoxo Grego de Jerusalém. “A vida dos cristãos está a tornar-se cada vez mais insustentável”, acrescenta.

O Conselho Mundial de Igrejas pede às autoridades israelitas que “reconsiderem essas pesadas restrições e se abstenham de medidas que ponham em perigo a continuidade do culto cristão, da vida e da comunidade na cidade e região de onde brota a nossa fé”.

Num clima tenso, cabe referir que os próprios judeus viram proibida a entrada no Monte do Templo, também em Jerusalém, até ao fim do Ramadão, como dá conta o 7MARGENS, noutra notícia.

 

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