À procura de Sentido em Terras do Sol Nascente: Japão (4)

Azul e verde a Sul: Yakushima

| 24 Jan 2023

Eu lego aos meus filhos
um azul cerúleo para voar alto.
Um azul cobalto para a felicidade.
Um azul ultramarino para estimular o espírito (…)

(…) Um verde musgo
para apaziguar os nervos
Um ocre amarelo
para aceitar a terra (…)

(Maria Helena Vieira da Silva, citada por José Tolentino Mendonça, Expresso, 18 Novembro 2022)

Japão: Yakushima, a montanha e o mar

Yakushima, a montanha e o mar ao fundo. Foto © Teresa Vasconcelos.

 

Depois de ter contado o que foi a viagem de um grupo de educadores/educadoras de infância ao Japão, começando por Tóquio, e com passagem depois por Quioto, saltei a terceira etapa e passei para Okinawa.

Antes da ilha de Okinawa, chegáramos de avião ao pequeno aeroporto de Yakushima e deparámo-nos com uma ilha paradisíaca, muito montanhosa, apelidada de Ilha da Vida ou Ilha Encantada. Em japonês a palavra shima quer dizer ilha. Trata-se de uma ilha em forma de pentágono (bastante diferente das outras, em geral ilhas longas e estreitas), com uma área de cerca de 500 quilómetros quadrados.  Tem apenas 13.486 habitantes e é um destino turístico reconhecido sobretudo por causa das suas florestas, pelo alpinismo, escaladas e caminhadas mas também pelos desportos marítimos, incluindo o mergulho.

Não tenho dúvida de que é uma ilha mística. Misteriosa, densa, verde, a população está profundamente enraizada nesta pujante natureza, na devoção pela terra, no respeito pela paisagem humana e animal, na religiosidade xintoísta que apela à ligação entre os seres humanos e a terra. O ponto mais alto da ilha tem 1935 metros de altitude. Ao longe, mas bastante visível, víamos a ilha de Tanegashima, essa bem longa. Em Tanegashima todos os anos há um festival que celebra os marinheiros portugueses que, num barco que se desviou da rota da China para Okinawa, aportaram nesta ilha, salvando-se de uma tempestade. Interessante ver a ilha ao longe e pensar que por lá andámos no tempo das Descobertas. De notar que na língua japonesa há mais de 400 palavras que são de origem  portuguesa.

Ainda a propósito das marcas que fomos deixando por esse mundo fora descobri que a palavra Japão tem origem na língua malaia encontrada por comerciantes portugueses na ilha de Malaca no século XVI, tendo sido  responsáveis por trazer esta palavra para a Europa. Por outro lado a palavra “nipónico” indica “origem do sol”. O sol tinha (e tem) um papel muito importante na religião xintoísta e em toda a mitologia japonesa. Quando penso na chegada dos portugueses ao Japão não consigo deixar de pensar nos biombos de Namban (soberbamente “animados” no pavilhão do Japão na Expo 98) e na forma como os japoneses nos viram: selvagens, andrajosos e “sem maneiras”, incultos, sujos… com falta de shabon (sabão, キャラクターソープ).

A famosa ilha de Yakushima tem uma floresta que é Património Mundial da UNESCO. Uma floresta densa, sinuosa, húmida. Uma floresta antiga, misteriosa, guardada. A árvore predominante é o cedro. Um desses cedros, de sua graça Joomon, é considerado a árvore mais antiga do mundo, porque vem de tempos pré-históricos. Por outro lado, a floresta é povoada de macacos, veados e, claro, pássaros.

Macacos, os donos da ilha, instalados calmamente na estrada… Foto © Teresa Vasconcelos.

 

Diria que os macacos são “os donos” de uma parte da ilha. Na primeira volta que demos ao chegar a Yakushima (antes que anoitecesse e ainda sem ter pousado as malas no hotel), em duas carrinhas com dois guias turísticos, vimos que os macacos se instalavam na estrada calmamente, a apanhar sol (a floresta é escura e húmida) e a coçar as crias. O carro tinha de parar, ter a paciência de esperar, até que suas excelências saíssem calmamente da estrada a um sinal do guia. Nada de buzinadelas irritantes e inconvenientes. Os “senhores” da ilha não éramos nós. Nós, os humanos visitantes e sobretudo os residentes, somos convidados a respeitar aquele presente da criação. Na orla da floresta, observando placidamente, estavam os veados. Uma espécie de “reino maravilhoso” ao jeito do nosso Miguel Torga.

Tínhamos parado num pequeno supermercado para comprar um farnel e seguirmos para uma linda praia de areia fina onde havia espaço para piqueniques. Mas primeiríssimo, claro, fomos ao mar molhar os pés, respirar a maresia. Tudo tão belo! Apesar de trôpega do meu pé direito, entrei pela areia fora e caminhei até ao rebentar leve das ondas.

Parámos também num templo xintoísta, muito simples, quase primitivo, mas que representa o sentido religioso dos habitantes. A guardar a entrada do templo – um dos mais antigos do Japão – estavam, claro, estátuas de macacos.

A autora do texto com o guia neozelandês do grupo. Foto © Lurdes Mata, cedida pela autora.

A vista de uma cascata emergindo do verde e caindo sobre aquelas pedras vulcânicas era lindíssima. O nosso guia neozelandês ia explicando, sempre com atenção a esta pessoa de “mobilidade reduzida” que eu era, indicando-me o que era prudente ou imprudente fazer…  enquanto os meus colegas, bem livres, trepavam pelas rochas basálticas daquela terra vulcânica e verde. Vi-me forçada a caminhar devagar, a ficar mais quieta, um pouco dependente de quem me ajudasse: tornei-me mais atenta, silenciosa, às vezes parada, contemplativa, deixando-me invadir por toda aquela beleza telúrica. Não tinha de ver tudo. Tinha de ver bem…

Demos portanto uma primeira volta a esta ilha paradisíaca. O hotel era novo, longe de qualquer pequena vila, literalmente imerso nas montanhas. Pessoal amabilíssimo e atento, sem quase falar inglês, claro! Até na recepção! Para as refeições tínhamos uma encantadora empregada que arranhava algumas palavras em inglês e com quem podíamos comunicar e que me ensinou a fazer o sinal da paz… ao jeito de Yakushima.

No dia seguinte organizaram-se dois grupos para explorar mais a ilha. Uns quiseram fazer montanhismo, outros um percurso mais leve, mas igualmente acidentado. Com muita pena minha tomei a sensata decisão de ficar no hotel. Ficar. Como sempre a minha necessidade de silêncio rodeada por aquele paraíso. E o pé magoado, claro… O quarto (que partilhei sempre ao longo da viagem com a outra viajante sénior, mas em melhor forma física do que eu), desta vez era amplo, com vista para o mar que se desenhava (e intuía) ao fundo, mas onde predominava o abraço das montanhas em torno de mim. Resolvi aconchegar-me nesse abraço e deixar-me ficar, obrigando o meu pé a descansar. Sentei-me muitas horas na varanda. Como diz o haiku:

Primeira manhã de outono
O pé dá-se conta
Na varanda humedecida
(Ishu)

Na floresta de Yakushima: “colocados ao abrigo de um bosquezinho de onde nos chega um aroma de folhagem verde e musgo…” Foto © Irene Ribeiro

 

Momentos privilegiados de silêncio, sim. Descobri que o hotel tinha um jacúzi e uma piscina. Então vesti o fato de banho e desci. Estive muito tempo no jacúzi, obrigando a água quente a fazer reparadoras massagens ao meu pé. Depois mergulhei na piscina de água bem mais temperada, nadando e boiando. Tinha todo aquele espaço por minha conta. As janelas envidraçadas devolviam-me o verde montanhoso da ilha. Sentia-me em perfeito nirvana. Mais uma vez agradeci à Vida este dom. E novamente tive consciência de que esta fabulosa viagem era uma “peregrinação” em busca do belo, do bom, do justo e do devagar… Como afirma Tanizaqui (Elogio da Sombra):

“Sempre à parte do edifício principal, estamos colocados ao abrigo de um bosquezinho de onde nos chega um aroma de folhagem verde e musgo (…). Nós os orientais criamos beleza ao fazermos nascer sombras em sinais por si mesmo insignificantes. Como diz o velho poema:

Ramagens
se as juntarem e enlaçarem
uma cabana surge
desenlaçai-as e tereis
como antes a planura”

Como era evidente, espalhados pelo hotel deparávamo-nos com lindíssimos e sóbrios arranjos de ikebana, a arte japonesa de arranjar flores. Esta arte também é conhecida por kado, o que quer dizer “a via das flores”. Observar, digo melhor, contemplar um arranjo ikebana implica estar atenta também ao vaso, aos caules, folhas e ramos. Lenta contemplação. Tudo procurando a harmonia entre três pontos principais que indicam o céu, a terra e a humanidade. Ritmo e cor, realmente “uma via”. A arte do ikebana procura trazer alegria e paz a quem contempla. Mas só um/a contemplativo/a é capaz de fazer uma arte desta qualidade com suas próprias mãos…

Trago ainda à memória um episódio que se passou comigo na ilha de Zamami. Depois de nadarmos e mergulharmos nas águas transparentes, e ao regressar ao nosso canto junto à floresta, deparei com uma pedra de coral muito especial.

Um coral à minha espera. Foto © Teresa Vasconcelos.

 

Estava à minha espera: cheia de reentrâncias e pequenos túneis, ainda tinha vestígios da presença do coral vivo: pintinhas vermelhas dispersas pela pedra branca e seca. Disse baixinho: “estavas à minha espera.”

Um coral intrincado. Foto © Teresa Vasconcelos

 

Levantei-a com as duas mãos em concha (bem ao jeito japonês) e fixei-a. Era um sinal de esperança, um acreditar que a vida cresce apesar de tantos atropelos que lhe fazemos. Sem saber se esta peça de coral iria “aguentar” a viagem de regresso a Lisboa embrulhei-a nas roupas que levava na mala. Agora está na minha sala, íntegra, pousada na estante, para eu poder continuar a contemplá-la, lembrando sempre o significado que teve e continua a ter para mim… a esperança de que a terra (e a humanidade) se renove e renasça.

A “peregrinação” ia terminar. O que não contávamos é que no regresso de avião para Lisboa tivéssemos sobrevoado o polo Norte e a Gronelândia – a beleza veio ter connosco novamente. Tenho dificuldade em dormir nos aviões de longo curso. Uma das companheiras do outro lado da cabine havia levantado as pequenas persianas que as hospedeiras tinham zelosamente baixado. Chamou-me. A paisagem era assombrosa ao nascer róseo do sol: via-se parte das montanhas da Gronelândia. Mas a neve, que em geral se considera praticamente eterna, tinha zonas bem despidas com a terra à vista. O meu pensamento não podia deixar de ser: Que fizemos nós ao clima? Que fizemos nós à criação? Haverá um retorno possível? E pensei na pedra de coral que carregava na mala.

O regresso. Foto © Fátima Aresta, cedida pela autora.

Estou em casa depois desta odisseia/peregrinação. É difícil fazer uma síntese. Sem pretender racionalizar aquilo que foi sobretudo sentido e visto, há dimensões nesta viagem que gostaria de salientar, em jeito de conclusão:

A cultura tradicional japonesa: culto da família e separação clara dos papéis das mulheres e dos homens – parece-me haver um longo caminho que as mulheres têm de percorrer…; solidariedade inter-geracional e respeito pelos mais velhos; atenção às necessidades das crianças e ao seu crescer (sobretudo nos primeiros anos); bom acompanhamento de crianças com necessidades educativas especiais; um imenso respeito pelos professores que são grandemente valorizados pela sociedade; sentido e valorização do grupo como identidade social; culto da harmonia social; hospitalidade; delicadeza, até nos gestos mais simples (ao entregar um pratinho com o troco, em qualquer loja, esse gesto é feito  com as duas mãos em concha como se alguém estivesse a mostrar-nos uma pedra preciosa; assim se faz quando se entrega uma taça de chá a outra pessoa; assim fiz eu quando encontrei a pedra de coral e a mostrei aos meus amigos…) ; dedicação à pátria e ao imperador (não esquecer a tradição dos samurais, ainda hoje); um sentido sereno para a morte a partir da tradição budista.

– Reverência pela criação: culto do belo e do bom; uma estética simples e minimalista; a conservação e respeito pela natureza e o cuidado permanente com a saúde. Frugalidade. Reverência pelos outros (com alguma saudável subversão…); dignidade sem qualquer auto-comiseração; um sentido pessoal de responsabilidade – por exemplo, responsabilidade pelo lixo que se faz; não ao desperdício e ao descarte; respeito pelos ciclos da natureza, a sazonalidade dos alimentos; fazer devagar, andar devagar; lentidão (excepto em Tóquio ou outras grandes cidades…!); culto do silêncio de onde pode emanar uma profunda espiritualidade…

O mundo na floresta de Yakushima. Foto © Teresa Vasconcelos.

Modernidade: um povo notavelmente organizado, meticuloso, trabalhador, honesto (a ética é essencial na vida de grupo); competitividade num mundo global; alta tecnologia ao serviço de melhor qualidade de vida e da vida quotidiana (nem sempre necessária, a meu ver); competência técnica, disciplina e respeito pela autoridade… –  grande exigência no desempenho escolar das crianças mais velhas (ao longo da escolaridade as crianças têm de aprender três tipos de caracteres!)  mas gostaria de saber mais sobre a educação obrigatória, se os jovens serão felizes?; pontualidade (ao milímetro, o que nos causou algum stress…); rigor. Ainda hoje as mulheres que querem ter uma carreira frequentemente desistem de formar uma família; as diferenças salariais entre mulheres e homens levam-me a falar em discriminação.

Transição: a consciência e autonomia das mulheres está em franco desenvolvimento; baixa de natalidade; preocupação com a insatisfação dos jovens; perigo de uma certa autossuficiência e isolamento (o Japão é constituído por inúmeras ilhas…); a aprendizagem da língua inglesa (ou outras línguas) não tem sido uma prioridade excepto para os jovens adultos que trabalham em empresas ou corporações – mas a aprendizagem de uma língua estrangeira está a ser introduzida nas escolas e mesmo jardins de infância; uma clara westernização da cultura.

Espiritualidade: ao longo destas linhas procurei ir salientando o que percepcionei de norte ao sul do Japão. A espiritualidade está profundamente enraizada no povo e na sua ligação (quase osmose) com a terra. O sentido da contemplação é endémico. A cortesia e a atenção ao outro emergindo de forma espontânea. Não me esqueço do budismo zen, tão praticado no Japão. Mas também a arte do ikebana ou o origami. Tudo converge para algo que está para além do imediato. O mistério, o transcendente…

 Não posso generalizar tudo isto. São apenas, usando a linguagem fotográfica, instantâneos. Aprendi a fazer estudos etnográficos quando me especializei em investigação. O olhar silencioso ajuda… A escuta. O texto. Ao longo desta escrita procurei salientar contradições, sem idealizar em demasia o modo como as pessoas vivem no Japão. Gosto muito de viver no meu país e sou bem ocidental. Mas podemos aprender com o país do sol nascente. E regressar, olhando com alguma estranheza quem somos/quem sou. A vida de uns, a vida dos outros. Somos simplesmente átomos. Espero que tenha conseguido demonstrá-lo.

Sinto-me como Simon no livro que foi meu companheiro nesta viagem:

Il laisse son regard se reposer sur les arbres. Combien de temps est-il resté ainsi. Il va falloir désormais compter sur les autres, compter sur ce que la vie génère pour la vie. La vie des uns, la vie des autres. Après tout. La sienne dans le flot. Une petite vie de rien du tout dans le tourbillon. Un atome. Arrêter de se compter que sur lui. Se laisser embarquer. Il y a du repos à penser ça. Ici, il sent qu’il peut se hasarder [1]

(J. Benameur. La Patience des Traces. 2022, p. 141)

 Assim, digo do fundo do coração: “Arigatô” (obrigada), Japão, pelo verde, pelo azul, pelo ocre. “Arigatô” por me sentir um “átomo” nesta viagem em busca do belo, do bom, do justo e do… devagar!

 

Uma nota final: Várias das fotografias que usei são minhas. Outras são tiradas pelos meus colegas, talvez as mais bonitas… Criámos um grupo whatsapp onde íamos pondo as fotografias que tirávamos. Não sou grande fotógrafa mas alguns deles sim. A partilha que fizemos entre nós permitiu-me colocar as melhores fotografias no texto. Sempre que me lembrava de quem as tinha tirado ia colocando o respetivo nome… portanto o seu a seu dono).

 

[1] Tradução: “Ele deixa o seu olhar repousar-se nas árvores. Quanto tempo ele terá ficado assim. Daqui em diante há que passar a contar com os outros, contar com aquilo que a vida gera para a vida.. Depois de tudo. A sua no fluxo. Uma pequena vida de nada no meio do turbilhão. Um átomo. Parar de contar apenas consigo. Deixar-se embarcar. Há repouso ao pensar assim. Ele sente que pode arriscar.”

 

Teresa Vasconcelos é professora do Ensino Superior (aposentada) e participa no Movimento do Graal. Contacto: t.m.vasconcelos49@gmail.com

 

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