O arcebispo Paul Coakley, responsável pelo comité de Justiça Interna e Desenvolvimento Humano na conferência episcopal católica dos EUA (USCCB), e o arcebispo Joseph Naumann, encarregado das ações pró-vida no mesmo organismo, assinaram esta semana um comunicado onde pedem, perentoriamente, ao Presidente Donald Trump e ao procurador-geral William Barr que ponham fim às execuções dos condenados à pena de morte a nível federal, retomadas em julho após uma suspensão de quase duas décadas.
“Dizemos ao Presidente Trump e ao procurador-geral Barr: Basta. Parem estas execuções.”, pode ler-se no comunicado, divulgado esta terça-feira, 22 de setembro, no site da USCBB. “Nos últimos 60 anos, antes de a Administração Trump ter reiniciado as execuções federais, houve apenas quatro execuções federais. Desde julho, houve cinco, o que já é mais do que as execuções federais levadas a cabo no último século”, sublinham. “E há mais duas execuções agendadas para esta semana.”
De acordo com os bispos católicos, “as execuções são completamente desnecessárias e inaceitáveis” e o papel da Igreja deverá ser o de “dar ajuda concreta às vítimas de violência” e “encorajar a reabilitação e recuperação daqueles que cometem violência”.










