“Basta um Homem Bom para haver Esperança!” – Expectativas de curdos e iraquianos sobre a viagem do Papa ao Iraque

| 28 Fev 21

Curdistão, Iraque, JRS, Irene Guia, Refugiados

Hoshang Farooq, muçulmano de Qadish (à esqª), com dois amigos cristãos, em 2017: o Papa pode ajudar a concretizar o comum desejo de paz. Foto © Irene Guia.

 

Cheguei ao Curdistão iraquiano a 10 de setembro de 2016. Desta vez não ia de visita como em 2015, mas para ficar praticamente dois anos. Quase um milhão de pessoas, entre cristãos, yazidi e muçulmanos, assim como milhares de refugiados sírios, tinham encontrado refúgio nessa zona no norte do Iraque a fazer fronteira com a Turquia e a Síria, escapando das barbaridades executadas pelo autodenominado estado islâmico, o Daesh.

Nunca me esquecerei que estava na estrada quando começou a tomada da cidade e da região de Mossul, na planície de Nínive. Acompanhei durante mais de meia hora o comboio militar dos peshmerga (militares curdos) que ia em direção a essa cidade para se juntar, pela primeira vez na sua atribulada história, às tropas iraquianas para derrotar e acabar com o pesadelo sangrento da presença do Daesh no território.

Poucos dias depois da derrota do Daesh, estive na cidade cristã de Qaraqosh. Cidade fantasma completamente destruída. Cidade que voltei a visitar pouco antes de deixar o Iraque em fevereiro de 2018, em plena reconstrução, já com o típico frenesim do trânsito das grandes cidades, do comércio e das pessoas a andar pela rua.

Quando o Vaticano anunciou a visita do Papa Francisco ao Iraque não tive qualquer dúvida do significado histórico da mesma. Por todas as razões que serão alvo das apreciações de inúmeros comentadores.

Mas, para mim, sobretudo por uma. “Basta um homem bom para haver esperança!”, afirmou o Papa Francisco na encíclica Laudato Sí. E é isto que vai acontecer, um Homem Bom vai visitar uma terra que há tanto, tanto, tanto tempo tem sido zona de conflito armado, de divisões entre sunitas e xiitas, de perseguição das inúmeras minorias que dela fazem parte.

Não tenho qualquer dúvida de que este Homem Bom vai promover a Esperança num Iraque que vive agora uma paz muito relativa. Este Homem Bom terá certamente a Esperança como pirógrafo para ajudar a esculpir uma plataforma que pode levar à estabilidade duradoura, aquela que permitirá gerar vida e futuro para todos.

Tive o privilégio de construir verdadeiras amizades durante aquele tempo. Amizades que temos mantido até agora. Amigos cristãos, muçulmanos e yazidi. Foi junto deles que quis saber se esta visita tinha para eles algum significado e, se tinha, qual.

Mas, antes de lhes passar a palavra, não queria deixar de mencionar a alegria que sinto pelo Papa ir ao Curdistão! Creio que uma palavra de reconhecimento do Mundo lhes é devida pelo que os curdos iraquianos fizeram na defesa do seu território, pelo acolhimento que assumiram de milhares de deslocados cristãos, yazidi, muçulmanos, pelo papel fundamental que desempenharam na derrota do Daesh, sobretudo quando se têm visto defraudados, uma e outra vez, pelos seus supostos aliados ocidentais. Deus queira que esta visita deste Homem Bom ao Curdistão os encha de Esperança.

Biblioteca, Seminário, Qaraqosh, Nínive, Terrorismo, Daesh

A biblioteca do Seminário de Qaraqosh em dezembro de 2016, reduzida a cinzas, depois da passagem do Daesh: “A visita do Papa é um sinal da coexistência no Curdistão.” Foto © Irene Guia

 

Sipan Adulrahman é estudante na Universidade Curda Muçulmana e vive em Amedi, na região do Curdistão: “Como um dos cidadãos do Curdistão, estou muito otimista com esta visita do Papa Francisco, um homem religioso muito conhecido e respeitado no Curdistão.

O Curdistão tem sido uma terra de coexistência desde os tempos antigos. Gentes de todas as religiões têm vivido aqui livremente e em paz. Os nossos irmãs e irmãos cristãos nunca pensaram que estavam a viver numa terra estrangeira. Esta é também a sua terra. E isto mostra a verdadeira mentalidade do povo curdo que herdámos dos nossos antepassados, a de viver pacificamente com as outras religiões.

A visita do Papa Francisco determina que o Curdistão é um bom lugar para a coexistência e tolerância no meio de uma região, a do Médio Oriente, que sofre tanto por estar tão cheia de conflitos. Sobretudo quando os terroristas do Daesh controlaram as áreas habitadas por cristãos e os obrigaram a fugir das suas casas no centro do Iraque, a maioria veio para o Curdistão em busca de segurança e de refúgio.

A Região Autónoma do Curdistão aceitou-os muito bem e acolheu-os com hospitalidade. Foi também com o grande sacrifício dos nossos peshmerga que a nossa região se manteve um paraíso seguro para todos. Esta visita histórica é mesmo importante porque mostra como agora estamos a viver pacificamente no meu país.”

 

Yousef Ibrahim trabalha numa organização humanitária, é um homem jovem muçulmano árabe: “De acordo com as opiniões de alguns observadores das cidades do centro e do sul do Iraque, a visita do Papa Francisco pode ajudar muito nas reflexões que temos que fazer sobre a pacífica coexistência no país e pode mostrar ao mundo ocidental a importância do nosso país.

Alguns são de opinião que esta visita terá um papel positivo em estabelecer princípios humanitários entre os diferentes grupos e em construir pontes entre as diferentes religiões. Especialmente se esta visita não se envolver em assuntos políticos e se focar em estabelecer relações e princípios de paz, motivando as pessoas para a tolerância, para a paz e para se manterem afastadas dos conflitos étnicos ou religiosos. Sobretudo se o Papa se encontrar com os poderes religiosos daqui e com aqueles que têm impacto nas ruas do Iraque. Nós esperamos que visitas como esta continuem a acontecer para que nós possamos ser conscientes de que todos temos o direito de viver em paz e em segurança.”

 

Viyan Safar é uma rapariga curda de Dohuk, na região do Curdistão: “O Curdistão e os curdos estão muito contentes e orgulhosos de acolher essa grande pessoa como nosso convidado! Tenho a certeza de que o Papa ficará feliz quando vir que aqui todas as religiões vivem juntas pacificamente. Os esforços contínuos do Papa Francisco em construir a paz entre os povos são altamente apreciados.”

Zainal Ismail, professor yazidi de curdo num programa de ensino da língua (Araden, 2017) a refugiados yazidi de Sinjar e Bashiqa a viver no Curdistão. Foto © Irene Guia. 

 

Seeva Yousef, uma rapariga cristã, licenciada, de Dohuk: “Esta visita é um enorme acontecimento para todos os iraquianos em geral. Para nós, cristãos no Iraque, é uma grande oportunidade para que o Papa Francisco, ao visitar o Iraque, o abençoe e reze para que o livre de mais guerras. Vivemos no Curdistão em paz entre todas as religiões e sem diferenças. Somos todos humanos e devemos amar-nos como Deus nos ama.”

 

Hoshang Farooq, muçulmano de Qadish, Amedi, no Curdistão: “Como uma pessoa que cresceu numa família que aceita e respeita todas as religiões e que tem amigos em todas elas, eu penso que esta gloriosa visita do Papa Francisco o fará ver de muito perto como os cristãos e as outras religiões estamos a viver juntos pacificamente no Curdistão e como todos somos livres de nos expressar segundo os diferentes rituais da nossa fé.

O Curdistão tem sido sempre uma boa terra ao ter esta diversidade de religiões. Uma característica que é bastante diferente de outras partes do Iraque. Temos orgulho nesta riqueza religiosa que temos. Não nos diferenciamos. Muçulmanos, cristãos, yazidi, celebramos juntos. Temos ministros cristãos, membros do parlamento, governadores e líderes. Há um Departamento para os cristãos no governo regional.

Stephen Mansfield, no seu livro O Milagre dos Curdos, diz que os curdos no Curdistão têm a sua própria versão do islão, diferente das outras partes do mundo. Ele quer dizer que aqui nós respeitamos todas as outras religiões com as que convivemos e com as que temos muitas coisas em comum. Eu penso que o Papa Francisco também deveria motivar os cristãos para não deixarem o seu país, o Iraque, porque eles devem ficar e viver aqui, na sua terra.”

 

Bahzad Ameen, yazidi, instrutor na Universidade de Dohuk: “A visita do Papa ao Iraque e ao Curdistão é muito benéfica para o nosso povo porque constrói laços de coexistência entre os diferentes grupos religiosos na região. Ainda há que alcançar um nível mais elevado de coexistência já que existem atos de discriminação em algumas áreas. A visita do Papa pode significar a condenação de toda discriminação e refinar o que entendemos por coexistência.”

 

Viyan Khalaf Darwish, um jovem yazidi, trabalhador humanitário de Sinun em Sinjar: “A visita do Papa Francisco ao Iraque é um acontecimento histórico porque é a primeira vez que vem, mas também porque as circunstâncias e os desafios que as minorias religiosas estão a enfrentar no Iraque e na região, como na Síria, assim como os coptas no Egipto, são grandes.

Esta visita é muito importante para todos. Não só para os cristãos. É uma oportunidade para sublinhar a importância da coexistência pacífica entre as pessoas de diferentes religiões. A visita traz uma forte mensagem de nos lembrarmos de nos focar na importância da sobrevivência e da proteção das minorias religiosas no Iraque, especialmente depois de terem sofrido graves crimes contra elas nas mãos do Daesh.

Há muito tempo que o Papa é bastante conhecido por advogar e defender os direitos de todas as religiões oprimidas em todo o mundo, como o demonstrou recentemente quando defendeu os direitos e se manifestou contra a perseguição de cristãos, de yazidi e de outros grupos religiosos aquando do Daesh no Iraque. Por tudo isto, esta visita vai ser uma forte motivação para ajudar as pessoas oprimidas e para defendermos juntos as minorias religiosas que estão a ser extintas no Iraque.”

“Esta visita mudará muitas coisas para melhor”, espera o cristão Sadrik Sana (à esqª, junto de Hoshang Farooq e de uma jovem yazidi, em frente de dois outros cristãos, em Amedi, 2017. Foto © Irene Guia.

 

Sadrik Sana, um cristão que vive em Araden, no Curdistão: “A visita do Papa Francisco ao Iraque é muito importante, especialmente para a região do Curdistão. Para nós, cristãos que aqui vivemos, é muito significativa e histórica. Esta visita mudará muitas coisas para melhor porque a sua visita não é qualquer coisa simples. Ele vem-nos trazer apoio a nós cristãos. Claro que aqui no Curdistão todas as religiões, cristãos, yazidi, muçulmanos, turcomanos, vivemos juntos pacificamente. Estamos juntos em todas as situações, graças a Deus. Mas a visita do Papa Francisco é importante e histórica porque traz apoio aos cristãos de todo o país.”

 

Vera Hassan, uma jovem trabalhadora humanitária de Sharia, em Dohuk: “Na minha opinião esta visita dificilmente provocará alguma mudança. Pelo contrário, as redes sociais encher-se-ão da sua fotografia partilhada por pessoas de baixo nível que estão contra a visita histórica do Papa. Há sempre muita gente que fala contra os outros, em geral, e contra as pessoas religiosas, em particular. É por isso que estou pessimista.”

 

Zainal Ismail, yazidi que vive em Sinjar: “Apreciamos a visita do Papa porque esperamos que ele possa ser voz das súplicas das minorias e tente encorajar o Governo iraquiano a fazer mais pelas nossas comunidades mais vulneráveis. A situação política no Iraque está congelada. Esperamos que se abra um novo caminho através do diálogo inter-religioso e que consigamos avançar, progredir.

Os yazidi somos vítimas de exclusão, genocídio e sofremos, há muitos anos, marginalização. O poder central do nosso país vê o nosso sofrimento, mas não faz nada. Pedimos ao Santo Padre para falar de nós no Iraque e talvez fosse o tempo oportuno para ter uma nova agenda nacional para a paz e para reconstruir a nossa vida destruída.

Esperamos que a visita não seja unicamente simbólica. Esperamos que tenha um impacto nas futuras políticas da nossa terra. Somos realistas e sabemos que não poderá ajudar muito, mas qualquer mudança nesta altura é boa. Só é pena que Sinjar não esteja no programa da visita. Estávamos à espera que o Santo Padre visitasse o primeiro lugar onde o crime de genocídio foi cometido contra nós.”

 

Que a viagem deste Homem Bom seja sobretudo um caudal de Esperança para um país historicamente martirizado e para aquela região do Médio Oriente.

 

Irene Guia é religiosa da Congregação das Escravas do Sagrado Coração de Jesus (Ancilae Cordis Iesu) e trabalhou no Curdistão, com uma equipa do Serviço Jesuíta aos Refugiados. 

 

Padre João Felgueiras, 100 anos: várias memórias e três imagens

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