
Bento XVI, acompanhado pelo seu secretário pessoal, Georg Gänswein, enquanto o padre Maurice Ashley Agbaw-Ebai lhe mostra o catálogo do seminário de St. John, em Boston. Foto © St. John’s Seminary.
O Papa emérito Bento XVI recebeu na semana passada a visita do coordenador do Instituto Bento XVI para África, o padre Maurice Ashley Agbaw-Ebai, da diocese de Mamfe (Camarões). O sacerdote, que é também professor de Filosofia e Teologia no Seminário de St. John, em Boston, promove e acompanha trabalhos de investigação sobre a teologia de Joseph Ratzinger em África e nos Estados unidos da América, e foi convidado a ir ao mosteiro Mater Ecclesiae, em Roma, onde reside Bento XVI, pelo próprio Papa emérito.
Num testemunho publicado na página web do seminário, o padre Maurice descreve a experiência de ter estado com Bento XVI como “um milagre” pelo qual rezou durantes muitos anos, mas que nunca esperou que chegasse a concretizar-se. “Santo Padre, muito obrigado pelos seus grandes escritos teológicos. A sua teologia formou, está a formar, e formará uma geração de jovens padres em África. A sua teologia mostrou-nos que é bonito tornar-se um sacerdote de Jesus”, disse o professor universitário a Ratzinger durante o encontro.
Juntamente com o texto do testemunho, o padre camaronês publicou várias fotos que registam o momento do encontro, nas quais é possível ver Bento XVI acompanhado pelo seu secretário pessoal, Georg Gänswein, enquanto Maurice Ashley Agbaw-Ebai lhe mostra o catálogo do seminário em Boston e lhe entrega um presente que a turma do Curso Eletivo Ratzinger havia enviado para o Papa. “Ele estava muito feliz por tantos jovens seminaristas estarem a fazer o curso. Olhou para o programa e pareceu visivelmente surpreso e bem impressionado!”, conta Maurice Ashley Agbaw-Ebai.
A última imagem de Ratzinger havia sido divulgada a 27 de agosto, quando o Papa Francisco cumpriu, uma vez mais, a tradição de apresentar os novos cardeais ao seu predecessor. Antes disso, em abril, quando Bento XVI assinalou o 95.º aniversário, o arcebispo Georg Gänswein havia partilhado que o Papa emérito estava “fisicamente fraco e frágil, mas bastante lúcido”.










