
Cartaz 50 anos do 25 de Abril, com desenho de Catarina Castel-Branco e frase de Mendo Castro Henriques, para exposição na Galeria Diferença, a partir de 23 Abril 2024, nos 50 anos do 25 Abril 1974. Imagem cedida pelos autores.
«A canção, uma ‘casa comum’ para a memória da Revolução dos Cravos» é a proposta do compositor e antropólogo político Alfredo Teixeira para, musicalmente, reconhecermos o lugar da intervenção, encontrarmos cruzamentos com os textos bíblicos e messiânicos que também os cantautores propunham, e perceber como a revolução de 1974 teve a sua génese musical em 1971.
Num percurso de 16 músicas, o professor da Faculdade de Teologia propõe o reconhecimento de polos de irradiação da canção de intervenção, desde 1945 até ao que poderíamos chamar de herança dessa expressão na cultura hip-hop de hoje, mostrando como as músicas de contestação ao Estado Novo propõem uma cultura de transformação que aproxima os mundos.
A circulação deste reportório tinha sido “dificultada pela política de censura, que viu aí uma força subversiva que era necessário silenciar”, escreve o compositor, num texto publicado na Rádio Renascença.
Tal como o 7MARGENS noticiou, Alfredo Teixeira falou há dias, numa intervenção em vídeo a convite do Centro de Reflexão Cristã (CRC), sobre esta afinidade entre alguma linguagem bíblica e cristã e a música de intervenção de compositores como Adriano Correia de Oliveira, Fernando Lopes-Graça, Luís Cília, José Afonso, José Mário Branco ou Sérgio Godinho e outros.
O autor de Vimos do Mar e da Montanha deu uma entrevista à Ecclesia precisamente sobre este tema, que pode ser ouvida no podcast Alarga a Tua Tenda.
A intervenção de Alfredo Teixeira a convite do CRC pode ser acompanhada no vídeo a seguir:










