Crise com a União Europeia

Bielorrússia usa pessoas como peões, acusam evangélicos

| 21 Nov 21

Bielorrússia, Polónia, Migrantes, migrações

Migrantes na fronteira entre a Bielorrússia e a Polónia, impedidos de entrar neste último país. Foto: Twitter da Organização Internacional das Migrações.

 

“O Governo bielorusso está a utilizar os seres humanos como peões como forma de levar a União Europeia (UE) a recuar no seu desejo de impor sanções ao regime” de Minsk, acusa a Aliança Evangélica Europeia (AEE), em comunicado enviado ao 7MARGENS. Nesse sentido, a federação das igrejas e comunidades evangélicas “apela a todos os governos envolvidos e à União Europeia como um todo para que se lembrem dos seres humanos que estão no centro desta questão”.

Assinado por Thomas Bucher, secretário-geral da AEE, o comunicado diz que o Governo da Bielorrússia tem facilitado a viagem de migrantes do Médio Oriente para o país, levando-os depois para a fronteira com a UE.

“É compreensível que a Letónia, a Lituânia e a Polónia [os países da UE que confinam com a Bielorrússia] queiram impedir os migrantes de atravessar essa fronteira e não queiram fazer nada para encorajar mais pessoas a vir”, diz o texto. “No entanto, milhares de homens, mulheres e crianças sofrem agora terrivelmente: os que ainda se encontram na Bielorrússia, vivendo sem comida ou abrigo. E aqueles que atravessaram para a UE têm de se esconder na floresta ou são mantidos em condições terríveis, muitas vezes em campos fechados”, acrescenta Bucher.

“Com a chegada do Inverno, isto não pode continuar”, diz o responsável da AEE, que recorda que “as vidas dos seres humanos são muito mais importantes do que a política”. “Está a desenvolver-se uma catástrofe humanitária. Estão a surgir histórias terríveis e trágicas de como estes migrantes se estão a alimentar. No entanto, o que está exactamente a acontecer não é claro, porque, em alguns casos, observadores externos e ONG estão a ser mantidos afastados”, acrescenta ainda o documento.

Os migrantes merecem “compaixão” e não podem ser “ignorados ou demonizados”. Pelo contrário, “devem receber ajuda humanitária urgente e adequada”. E os que já passaram a fronteira clandestinamente devem ter “um processo justo e transparente para avaliar se devem ser autorizados a permanecer ou a ser repatriados”.

A Letónia, a Lituânia e a Polónia precisam de ajuda, lê-se ainda no texto, “para responderem compassiva e com justiça a esta crise”. A par disso, é necessária e urgente “a solidariedade entre nações europeias”, abrangendo igualmente “as nações mediterrânicas que receberam” migrantes e refugiados.

A Aliança Evangélica, criada em Londres em 1846 (o ramo europeu foi fundado em 1951), apela ainda aos cristãos para que rezem para que esta crise “possa ser rapidamente resolvida de forma a defender os valores judaico-cristãos europeus de dignidade humana, justiça, compaixão e solidariedade”.

A AEE representa cerca de 23 milhões de cristãos evangélicos presentes em 36 países europeus.

 

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