Após desaparecimentos de sábado

Bispo Américo Aguiar assume-se “envergonhado e impotente” perante situação dos mariscadores do Tejo

| 9 Abr 2024

Mariscador na margem do rio. Foto isarescheewin

Sinto-me envergonhado e impotente todas as vezes que passo a Ponte Vasco da Gama e os vejo ao longe, ali estão a mariscar…  Perdoem-me meus irmãos, não sei como vos ajudar…”, escreveu Américo Aguiar. Foto © Isarescheewin

 

O bispo de Setúbal manifestou esta terça-feira, 9 de abril, a sua proximidade aos mariscadores que exercem a sua atividade, de forma ilegal, no rio Tejo. Na sequência da morte de um deles e do desaparecimento de outro, junto ao Cais do Seixalinho, na noite do passado sábado, Américo Aguiar escreveu uma nota em que se assume ” envergonhado e impotente”.

“Que podemos e devemos fazer? Como corresponder às expectativas de todos os envolvidos, quem marisca, quem vende, quem compra? Como fazer bem feito, sem explorar, sem desrespeitar, sem matar?”, questiona o bispo no texto escrito a partir de Fátima, onde se encontra a participar na assembleia plenária da Conferência Episcopal Portuguesa.

“Infelizmente não sei responder. – continua Américo Aguiar – Sinto-me envergonhado e impotente todas as vezes que passo a Ponte Vasco da Gama e os vejo ao longe, ali estão a mariscar…  Perdoem-me meus irmãos, não sei como vos ajudar…”

Um dia depois de ter sido conhecida a declaração Dignitas Infinita (“Dignidade infinita”) publicada pelo Dicastério para a Doutrina da Fé, do Vaticano, sobre as violações da dignidade humana, o responsável pela diocese de Setúbal quis transmitir que esta mensagem “se pode alargar a todos os que vivem situações de exploração e pobreza”, às quais não podemos ficar indiferentes.

 

Apoie o 7MARGENS e desconte o seu donativo no IRS ou no IRC

Irritações e sol na cara

Irritações e sol na cara novidade

“Todos os dias têm muito para correr mal, sim. Mas pode-se passar pela vida irritado? Apitos e palavras desagradáveis, respirações impacientes, sempre com o “não posso mais” na boca.” – A crónica de Inês Patrício, a partir de Berlim

A cor do racismo

A cor do racismo novidade

O que espero de todos é que nos tornemos cada vez mais gente de bem. O que espero dos que tolamente se afirmam como “portugueses de bem” é que se deem conta do ridículo e da pobreza de espírito que ostentam. E que não se armem em cristãos, porque o Cristianismo está nas antípodas das ideias perigosas que propõem.

Agenda

Fale connosco

Autores

 

Pin It on Pinterest

Share This