Bispo anglicano de Liverpool: política de Trump é “tóxica e perigosa”

| 3 Jun 19

Fachada da Abadia de Westminster, em Londres, onde estão representados vários cristãos de diferentes igrejas que, nas últimas décadas, deram a vida pela sua fé (entre eles, Luther King ou Oscar Romero). Foto © António Marujo

 

“Tóxica e perigosa” – eis como Paul Bayes, o bispo de Liverpool, da Igreja Anglicana, acaba de caracterizar o modo de fazer política do presidente Donald Trump, dos EUA, que esta segunda-feira, dia 3 de junho, inicia uma visita de estado de três dias ao Reino Unido.

Bayes, importante membro da hierarquia anglicana, solidarizou-se com os manifestantes que tencionam protestar contra a visita e observou:  “Eu não concordo com ele, acho que ele está enganado em muitas das suas políticas e penso que os cristãos que se identificam com ele, especialmente nos EUA, não estão a responder adequadamente ao que a nossa fé cristã diz que deveriam fazer.” Daí questionar mesmo se Trump se pode considerar cristão.

Em declarações ao programa Sunday Radio da BBC Radio 4, citadas pelo The Guardian, o bispo adiantou ainda: “Eu não acho certo construir muros, não acho certo demonizar e odiar pessoas, não acho certo dividir. E acho que esse homem deveria ser informado, não só pelas pessoas que estarão com ele na sala nessa visita, mas também pelas pessoas que estarão nas ruas do lado de fora.”

Outro responsável anglicano que se tem interrogado publicamente sobre o que leva cristãos fundamentalistas a dar apoio a Donald Trump, quer nos Estados Unidos quer no Reino Unido, é nada menos que o arcebispo de Cantuária, Justin Welby. Comentando este assunto há dias em Hong Kong, onde se encontrava, o arcebispo sugeriu a atitude que considera mais adequada: “Rezar por ele, respeitar a função que desempenha e ser claro sobre o que é a justiça”.

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