Abusos sexuais

Bispo belga rejeita barrete cardinalício

| 16 Jun 2022

Van Looy (ao centro) com o Papa, numa foto reproduzida da página do Facebook do bispo emérito de Ghent.

Van Looy (ao centro) com o Papa, numa foto reproduzida da página do Facebook do bispo emérito de Ghent.

 

A Conferência Episcopal Belga anunciou esta quinta-feira, 16 de junho, que o bispo emérito de Ghent, Luc Van Looy, de 80 anos, “pediu ao Papa que o isente de aceitar a nomeação [cardinalícia]” que deveria ter lugar a 27 de agosto. A razão da recusa prende-se com a falta de vigor com que, no passado, Van Looy teria respondido às denúncias que recebeu sobre abusos sexuais na diocese que liderou entre 2004 e 2020.

O arcebispo Luc Van Looy é conhecido pela sua preocupação com os mais pobres e pelas ações realizadas para lutar contra a exclusão social e económica. Mas quando, a 29 de maio [ver 7MARGENS], o Papa anunciou o seu nome entre os que receberiam o barrete cardinalício no próximo consistório, muitas vozes, recorda o jornal Cathobel, exprimiram publicamente a sua indignação por causa “da forma como o bispo tratou vários casos de abuso sexual na sua diocese ou na sua congregação”. O arcebispo Van Looy foi “criticado por ter feito vista grossa a certos abusos e por ter encoberto os seus perpetradores”, embora nunca tenha sido condenado. 

“Para evitar que as vítimas de tais abusos sejam feridas novamente” ao ser feito cardeal, “monsenhor Van Looy pediu ao Papa que o isente de aceitar esta nomeação”, escrevem os bispos belgas que, em comunicado de imprensa, aproveitam para reiterar o seu “compromisso de continuar de forma imperturbável a luta contra todas as formas de abuso na Igreja Católica”.

 

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