
O bispo Gustavo Zanchetta é conselheiro na Administração do Património da Sé Apostólica, cargo para o qual foi nomeado pelo Papa Francisco no final de 2017, quando a Igreja Católica já estava ciente das graves acusações contra o religioso. Foto © Vatican Media.
Gustavo Zanchetta, bispo emérito de Orán, cidade na província de Salta, na Argentina, foi condenado a quatro anos e meio de prisão pelo Tribunal de Primeira Instância de Orán pelo delito de abuso sexual contra dois seminaristas, noticiou sexta-feira, 4 de Março, o diário Clarín. Os juízes também ordenaram a prisão imediata do bispo, e estabeleceram que, cumprida a sentença, Gustavo Zanchetta, de 57 anos, seja registado no Banco de Dados Genéticos.
Segundo o jornal, o caso chegou ao conhecimento público no início de 2019 com uma reportagem do jornal El Tribuno, de Salta, sobre o suposto comportamento inadequado de Gustavo Zanchetta durante os quatro anos, entre 2013 e 2017, em que foi bispo de Orán. O Clarín, um dos mais importantes diários do país, refere que a sentença tem repercussão no Vaticano uma vez que o bispo é presentemente conselheiro na Administração do Património da Sé Apostólica, cargo para o qual foi nomeado pelo Papa Francisco no final de 2017, quando a Igreja Católica já estava ciente das graves acusações contra o religioso.
O bispo, acrescenta ainda o diário argentino, negou sempre as acusações e considerou ser vítima de uma “vingança” de clérigos de Orán, com quem terá tido divergências. Em 2016, cinco padres apresentaram uma acusação formal contra o seu então superior perante a Nunciatura (representação diplomática da Santa Sé) por autoritarismo, má gestão económica com propriedades eclesiásticas e abusos sexuais que teriam ocorrido no seminário S. João XXIII.










