Nigéria

Bispo critica falta de apoio à luta contra o terrorismo

| 10 Mai 2022

D. Hyacinth Oroko Egbebo

D. Hyacinth Oroko Egbebo. Foto © Fundação AIS.

Um bispo nigeriano criticou a falta de apoio à luta contra o terrorismo, ao denunciar como é cada vez mais perigoso viajar pelas estradas do país. “É difícil viajar pela Nigéria, pelas suas estradas”, denunciou D. Hyacinth Oroko Egbebo. 

Para o bispo de Bomadi, há um número crescente de raptos de pessoas neste país, o que torna cada viagem um perigo. Numa breve mensagem de vídeo, enviada para a Fundação AIS e divulgada por esta, Hyacinth Oroko Egbebo descreve um país que enfrenta graves problemas, desde o terrorismo do grupo islamista Boko Haram, que pretende a criação de um califado na região norte e que é responsável pela destruição de muitas aldeias e de inúmeros ataques contra comunidades cristãs, passando pelo desemprego jovem que poderá ajudar a explicar a atual onda de sequestros que está a varrer a Nigéria.

“O surto do Boko Haram teve realmente um impacto negativo na economia e nas pessoas e, claro, noutras dimensões desta perseguição – como, por exemplo, os raptos ou a destruição de aldeias e acampamentos no norte e na zona sul do país – o que representa um fator muito perturbador”, contextualizou o bispo, na mensagem. Mas há outras razões a destacar. 

“Sem dúvida, existem outras dimensões deste problema dos raptos que estão agora a espalhar-se a todo o país. Provavelmente estão a fazer isso por causa da falta de emprego para os jovens. Então, isso tornou-se uma forma de emprego para eles. Portanto, é difícil viajar na Nigéria, pelas estradas.” 

Hyacinth Oroko Egbebo lamenta a aparente indiferença da comunidade internacional face à dimensão destes problemas. “A comunidade internacional nem sequer vem ajudar-nos, apesar de todas as turbulências no delta do Níger, talvez porque também está a beneficiar da riqueza do petróleo…”, acusou o bispo. 

 

Pena de morte volta a matar em 2021

Relatório da Amnistia Internacional

Pena de morte volta a matar em 2021 novidade

Em 2021 a Amnistia Internacional (AI) confirmou 579 execuções de pessoas condenadas à morte pelo sistema judicial de 18 países. De acordo com a documentação da AI enviada ao 7MARGENS no dia 23 de maio, aquele número representa um crescimento de 20 por cento em relação ao registado no ano anterior. Contudo, graças à pandemia, em 2021 o número de execuções certificadas continua baixo, sendo o segundo menor desde 2010.

Apoie o 7MARGENS e desconte o seu donativo no IRS ou no IRC

Igreja no apoio às vítimas das cheias

Bangladesh e Índia

Igreja no apoio às vítimas das cheias novidade

Os católicos indianos juntaram-se aos esforços de socorro e resgate organizados por ONG e agências governamentais, na sequência daquilo que os especialistas já consideram ser as piores cheias dos últimos 20 anos, já que o número de mortos pelas inundações em Assam chegou a 24 no estado do nordeste.

Uma renovação a precisar de novos impulsos

Uma renovação a precisar de novos impulsos novidade

  A experiência que fizemos no Concílio Vaticano II constitui o rosto dos documentos tão ricos que ficam como acervo da sua memória, dizia frequentemente o bispo de Aveiro, D. Manuel de Almeida Trindade. Eu era seu colaborador pastoral. E pude verificar como...

Agenda

Fale connosco

Pin It on Pinterest

Share This