
O líder do golpe de Estado, Abdel-Fattah Burhan
“Tínhamos muita esperança neste Governo”, reconheceu o bispo Christian Carlassare, de Rumbek, uma diocese do sul do Sudão, criticando o golpe de Estado perpetrado pelo líder militar do Conselho Soberano, o general Abdel Fattah al-Burhan, noticiou nesta segunda-feira, 25 de outubro, o italiano Il Sismografo.
“Pensou-se que este Governo seria laico, progressista e aberto à escuta das exigências da população. Era um governo de unidade nacional e, portanto, de preparação para um futuro mais democrático”, acrescentou o bispo Carlassare, que Il Sismografo citava a partir de declarações à TV2000.
O golpe de Estado foi condenado pela comunidade internacional, à exceção da Rússia. Os Estados Unidos apelaram à “restauração imediata” do governo civil derrubado: “Os oficiais militares devem libertar imediatamente todos os atores políticos e garantir a sua segurança” – disse o porta-voz norte-americano Ned Price citado pela France 24.
Já o responsável da diplomacia da União Europeia (UE), Josep Borrell, escreveu no Twiter que seguia os acontecimentos na nação do nordeste africano com a “maior preocupação”, apelando a todos os intervenientes e parceiros regionais para que “retomem o processo de transição”, referindo-se à frágil transição do Sudão da autocracia para a democracia após a destituição do ditador Omar al-Bashir em 2019.










