O sismo que abalou o norte e o oeste da Síria há um ano foi já considerado como o mais violento terramoto a atingir o país desde meados do século XIX. Calcula-se que terão morrido mais de 6 mil pessoas e muitos milhares ficaram feridos. Um ano depois, segundo Xavier Stephen Bisits, “a vida está gradualmente a voltar ao normal”, embora reconheça que se pode falar no dia 6 de Fevereiro de 2023 como “um ponto de viragem na vida da maioria das famílias do norte da Síria”, uma das zonas mais atingidas pela catástrofe natural. “Nunca esquecerei as cenas dos dias e semanas que se seguiram ao terramoto”, diz Bisits. Mas, no terreno, aos poucos, as obras de reconstrução dos edifícios ligados à Igreja vão acontecendo.
No terreno, a Cáritas Síria distribui ajuda em 71 centros nas áreas mais afetadas pelo terramoto, incluindo Alepo e Latakia. “Foram oferecidos 8.486 pacotes de alimentos, 8.736 kits de higiene, 2.950 pacotes de água potável, 750 colchões e 10.133 cobertores. Em Alepo, Hama e em alguns centros ao longo do litoral sírio, a Cáritas está a contribuir para a reabilitação e reconstrução de 20 escolas e 330 abrigos. 4248 famílias receberam vales mensais para pagar a renda ou comprar alimentos e bens de primeira necessidade. Para além da assistência médica, a Cáritas também presta mais de 500 cirurgias médicas”, indica o comunicado citado pela Ecclesia.










