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Bispo de El Paso ajoelha-se em protesto contra o racismo, Papa telefona-lhe em sinal de apoio

| 04/06/2020

Bispo de El Paso ajoelha-se em protesto contra o racismo, Papa telefona-lhe em sinal de apoio

by | 4 Jun 20

El Paso. Bispo. Racismo

O bispo católico de El Paso, Mark Seitz (centro), ajoelhado em sinal de protesto contra o racismo e a morte de George Floyd. Foto da página da diocese de El Paso no Facebook.

 

No meio do parque mais importante da cidade de El Paso (Texas, Estados Unidos), segurando um cartaz que dizia “Black Lives Matter” (As vidas negras importam) e uma rosa branca, e acompanhado por vários padres da diocese, o bispo Mark Seitz ajoelhou-se para rezar em memória de George Floyd. Foi na segunda-feira, dia 1 de junho, o momento durou 8 minutos e 46 segundos, precisamente o tempo que o agente policial teve o seu joelho a pressionar o pescoço de Floyd, impedindo-o de respirar. As imagens correram o mundo. Esta quarta-feira de manhã, Seitz recebeu um telefonema do Papa, que também as tinha visto, e fez questão de lhe agradecer pelo gesto e manifestar o seu apoio.

“É consolador contar com o apoio do Santo Padre, escutá-lo e saber que me disse especificamente que estamos unidos em oração, ao mesmo tempo que todos trabalhamos para aumentar a paz e justiça no mundo, o que é um mandamento cristão”, disse o bispo de El Paso, citado pela revista Vida Nueva.

“Respondi ao Papa que sentia como um imperativo mostrar a nossa solidariedade para com os que sofrem”, sublinhou Seitz. “Também lhe disse o quão honrado estou por servir as pessoas da diocese de El Paso e La Frontera”, uma das dioceses norte-americanas com mais pressão migratória.

Nesse mesmo dia, o Papa Francisco telefonou também ao arcebispo de Los Angeles, José H. Gomez, presidente da Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos, para “expressar as suas orações e proximidade em relação à Igreja e ao povo dos Estados Unidos neste momento de inquietação”.

Os protestos na sequência da morte de George Floyd continuam a multiplicar-se nos EUA e em diversas capitais europeias. Em todo o mundo, houve já mais de 1,5 milhões de pessoas a assinar uma carta aberta contra o racismo e a violência policial. Promovida pela organização internacional Avaaz, a missiva é dirigida ao Presidente Donald Trump e aos governos estaduais e locais dos EUA, exigindo “que todos os polícias envolvidos no assassinato de George Floyd sejam julgados” e que “todas as mortes causadas pela polícia sejam investigadas de forma independente e transparente”.

 

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