Na Alemanha

Vice-presidente do episcopado alemão resigna por “decisões erradas” em casos de abuso sexual

| 26 Mar 2023

Franz-Josef Bode Instagram diocese Osnabruck

O bispo Franz-Josef Bode. Foto reproduzida da página da diocese de Osnabruck na rede Instagram. 

 

O Papa Francisco aceitou a demissão de um bispo alemão no sábado, que desempenhou um papel fundamental no Caminho Sinodal Alemão, mas que tinha sido pressionado a sair por “decisões erradas” em casos de abuso sexual de membros da Igreja na sua diocese. O bispo de Osnabrück e vice-presidente da Conferência Episcopal Alemã, Franz-Josef Bode tinha-se recusado anteriormente a demitir, apesar de um relatório sobre abusos ter encontrado casos de maus tratos na sua diocese no noroeste da Alemanha.

A Santa Sé anunciou a 25 de Março que o Papa Francisco tinha aceitado o pedido de demissão do bispo de Osnabrück, informou o portal CNA Deutsch, o parceiro de notícias em língua alemã da Catholic News Agency. Não havia qualquer indicação, antes do anúncio de sábado, de que Bode se tinha oferecido para apresentar a sua demissão.

O bispo de 72 anos era vice-presidente da Conferência Episcopal Alemã desde 2017. Georg Bätzing, presidente da conferência, comentou: “Hoje perco o meu companheiro mais próximo no Caminho Sinodal, que ainda tem muitas etapas à nossa frente”.

Apenas há duas semanas, Bode provocou manchetes quando anunciou que iria executar resoluções aprovadas pelo controverso processo, incluindo a introdução de bênçãos litúrgicas de uniões entre pessoas do mesmo sexo. Anteriormente, também já apoiara publicamente a instituição de mulheres diáconos.

Numa declaração publicada no sábado, 25, Bode disse que, “nos quase 32 anos do meu ministério episcopal, quase 28 dos quais como bispo de Osnabrück, assumi a responsabilidade numa Igreja que não só trouxe bênçãos, mas também culpa”. “Especialmente ao lidar com casos de violência sexual pelo clero, durante muito tempo eu próprio tive tendência para me concentrar mais nos perpetradores e na instituição do que nas vítimas”, admitiu Bode. “Julguei mal os casos, frequentemente agi de forma hesitante, tomei muitas decisões erradas, e não cumpri a minha responsabilidade como bispo”, concluiu.

 

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