Bispo de Pemba encerra ciclo sobre Santo António com debate sobre os que ficam para trás

| 1 Nov 2020

bispo pemba com presidente Filipe Nyusi, foto FB presidente

O bispo com o Presidente Filipe Nyusi: apesar das promessas, Luiz Fernando Lisboa continua a queixar-se da ausência das autoridades. Foto © Presidência da República de Moçambique.

 

O bispo de Pemba (Cabo Delgado, Moçambique), Luiz Fernando Lisboa, é um dos intervenientes no debate que decorre neste domingo à tarde, 1 de Novembro, integrado no ano jubilar de Santo António e dos Mártires de Marrocos, que a cidade de Coimbra celebra ao longo deste ano.

D. Luiz tem denunciado o abandono a que as populações da província do Norte do país têm estado sujeitas, na sequência dos ataques terroristas que assolam a região. Milhares de deslocados, além de raptos, feridos e vítimas mortais da violência são a face mais trágica de uma situação que já levou também à destruição de aldeias, escolas, igrejas e outras instituições. O bispo Lisboa tem apelado à intervenção eficaz das autoridades e das forças de segurança moçambicanas, e ao apoio da comunidade internacional, até agora sem efeito. E ainda nesta semana que termina o bispo “implorou” ajuda para remediar a situação desesperada em que milhares de pessoas se encontram.

Além do bispo de Pemba, que intervém através de vídeo, participam no debate (que será moderado pela jornalista Sónia Neves, da agência Ecclesia) Filipa Pires de Almeida, investigadora no Centro de Liderança e Negócios Responsáveis da Universidade Católica Portuguesa e participante no encontro “Economia de Francisco”; Carlos João Diogo, gestor e cristão empenhado em questões sociais; e frei Domingos Celebrin, frade menor conventual e pároco de Santo António dos Olivais em Coimbra.

O debate pretende tratar questões como as raízes da pobreza e da desigualdade, a exclusão social, os passos para a erradicação da pobreza, o papel assistencial do Estado, o voluntariado, a economia social e o rendimento básico universal.

Este último debate do ciclo Diálogos com António acontece num mês marcado pelo Dia Mundial dos Pobres, que será assinalado a 15 de Novembro, e pelo encontro “Economia de Francisco”, convocado pelo Papa Francisco, que reunirá milhares de jovens economistas e empreendedores de todo o mundo, com o objectivo de propor novos modelos de organização económica.

O debate desta tarde – que decorre na Igreja de Santa Cruz, em Coimbra, a partir das 16h – é a última sessão do ciclo Diálogos com António, e terá como tema “Ninguém fica para trás”. Além da presença física, na Sala do Capítulo do Mosteiro de Santa Cruz (onde a limitação de lugares cumprirá as normas em vigor por causa da pandemia), o debate pode ser acompanhado através das redes sociais do Jubileu 2020 e da revista Mensageiro de Santo António.

 

Exposição e concerto

Antes do debate, às 14h, terão início várias visitas guiadas à exposição De Fernão se fez António, patente na antiga livraria do Mosteiro de Santa Cruz (na galeria superior do Claustro do Silêncio). Entre as várias obras de arte expostas, destacam-se uma escultura luso-flamenga da segunda metade do século XV, representando São Francisco de Assis a receber os estigmas, e uma outra, de Santo António revestido das vestes doutorais de Coimbra, do século XVII. A sala de exposições é presidida pelo impressionante Tríptico de Vasco Fernandes (Grão Vasco), Lamentação sobre Cristo Morto, São Francisco e Santo António.

Após o debate, às 17h30, haverá um concerto no órgão histórico da Igreja de Santa Cruz, intitulado Cristo, redentor de todos, e que será interpretado pelo organista João Guerra. O concerto é especialmente dedicado à música para o dia da Solenidade de Todos os Santos, centrando-se em versos de Corrette, Nivers e Fasolo sobre o hino latino que serve de epígrafe. O programa inclui ainda música de Carlos Seixas e Tournemire, terminando com um Carillon. A tarde fecha com a celebração da eucaristia do dia de Todos os Santos, presidida pelo bispo de Coimbra, Virgílio do Nascimento Antunes.

 

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