
Timothy Broglio, presidente da Conferência dos Bispos Católicos dos EUA. Foto © Senior Airman Kristin High
No rescaldo das eleições presidenciais norte-americanas, a Conferência dos Bispos Católicos dos EUA (USCCB, na sigla inglesa) parabenizou Donald Trump pela sua vitória, ao mesmo tempo que apelou à “caridade, respeito e civismo”. Numa curta declaração publicada esta quarta-feira, 6 de novembro, os prelados pediram também que os migrantes continuem a ser apoiados.
“Como cristãos e como americanos, temos o dever de nos tratarmos uns aos outros com caridade, respeito e civismo, mesmo que discordemos sobre a forma de conduzir questões de política pública. Como nação abençoada com muitos dons, devemos também estar preocupados com aqueles que estão fora das nossas fronteiras e ansiosos por oferecer assistência a todos”, pode ler-se no texto.
Os bispos assinalam ainda que “a Igreja Católica não está alinhada com nenhum partido político, nem a Conferência dos Bispos”. Mas “não importa quem ocupa a Casa Branca ou detém a maioria no Capitólio, os ensinamentos da Igreja permanecem inalterados”, continuam, mostrando-se disponíveis para “trabalhar com os representantes eleitos do povo para promover o bem comum de todos”.
E terminam pedindo a intercessão Maria, para que oriente os líderes políticos “na defesa do bem comum de todos e na promoção da dignidade da pessoa humana, especialmente dos mais vulneráveis entre nós, incluindo os nascituros, os pobres, o estrangeiro, os idosos e os doentes e os migrantes”.
Já o ex-núncio apostólico no país, Carlo Maria Viganò, fez questão de, não só manifestar o seu total apoio ao vencedor das eleições, Donald Trump, como rezar um Te Deum (hino de ação de graças) pela sua vitória, noticiou a Vida Nueva. Proclamando que o novo Presidente “ajudará a livrar a Igreja dos corruptos”, Viganò referiu-se a Trump como “uma benção para os Estados Unidos” e instou todos os cristãos a rezarem por ele.










