Bispos brasileiros pedem demissão do ministro da educação por declarações “violentas e racistas”

| 27 Mai 20

O Conselho Indigenista Missionário (Cimi) emitiu uma nota de repúdio face às declarações do responsável pela pasta da Educação no Brasil, Abraham Weintraub, que durante uma reunião do Conselho de Ministros afirmou odiar os termos “povos indígenas” e “ciganos”. No comunicado, a organização exige “a demissão imediata do ministro da Educação”.

Durante a reunião, Weintraub disse que “o Partido Comunista (…) está a querer transformar-nos numa colónia”. De seguida, referiu: “Odeio o termo ‘povos indígenas’, odeio esse termo. Odeio o ‘povo cigano’. Só há um povo neste país”.

O Cimi, órgão vinculado à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), considera o discurso “violento e extremamente antissocial, preconceituoso e racista” e acusa o atual Governo de ter uma “postura anti-indígena lamentável”, exigindo respeito pelos direitos dos povos indígenas, consagrados na Constituição Federal do Brasil.

De acordo com a Rede Eclesial Panamazónica (Repam), os povos indígenas estão a ser cada vez mais afetados pela pandemia de covid-19, face à negligência do gGoverno. No último relatório, divulgado na semana passada, tinham sido registados 435 casos de infeção e 91 mortos entre estas comunidades no Brasil. Trata-se de uma taxa de mortalidade de 20,9%, fazendo temer o já anunciado “genocídio” entre os povos indígenas.

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