AGENDA

SOBRE NÓS

ASSINAR

APOIAR

Bispos católicos contra liberalização do aborto na Coreia do Sul e Equador

| 02/09/2020

manifestacao contra legalizacao aborto mexico, Foto_ Pasos por la Vida

Manifestação contra a legalização do aborto no México: agora, é a vez do Equador e da Coreia do Sul. Foto © Associação Pasos por la Vida

 

As conferências episcopais da Coreia do Sul e do Equador manifestaram publicamente o seu “não” às intenções de descriminalizar a prática do aborto nos respetivos países. Na Coreia do Sul, está em causa “a total abolição das penas para os crimes ligados ao aborto” e no Equador há um novo “Código Orgânico de Saúde”, que, além de liberalizar o aborto, aprova o uso de anticoncecionais por menores sem o consentimento dos pais, ou o recurso a barrigas de aluguer.

“A Igreja pede que leis complexas como estas não possam ser aprovadas por maioria de votos, ignorando os valores universais fundados na dignidade da vida humana”, pode ler-se no comunicado dos bispos coreanos, citado pelo Vatican News. Na nota, os bispos criticam ainda a atitude de alguns meios de comunicação no país, acusando-os de querer “fazer passar como um direito o que é considerado crime”.

Mas enquanto na Coreia do Sul o que existem neste momento são apenas “recomendações” apresentadas pela Comissão para as Políticas de Igualdade de Género (órgão consultivo do Ministério da Justiça) com o objetivo de abolir a regulamentação em vigor, no caso do Equador o novo código de saúde foi já aprovado a 25 de agosto pelo Senado e o poder executivo tem agora um mês para ratificá-lo, avança o Crux.

De acordo com o novo código, se uma mulher se dirigir ao hospital depois de iniciar uma tentativa de interromper a sua gravidez, os médicos são obrigados a finalizar o procedimento.

O código aprova ainda o “uso indiscriminado de anticoncepcionais por menores sem o consentimento dos pais”, permite a mudança de sexo ou género de uma pessoa durante a puberdade, e também o recurso a barrigas de aluguer (embora de forma gratuita e apenas para casos em que a mulher não tenha possibilidade de levar uma gravidez a termo).

Revogar os regulamentos propostos, argumentam os bispos do Equador numa nota divulgada na semana passada, “favoreceria e defenderia a saúde integral das pessoas, o direito à objeção de consciência, a vida humana, e o papel primordial da família na sociedade na educação de seus filhos, conforme contemplado no Constituição.”

 

Últimas Notícias

Últimas Notícias

“Um conselho pastoral em cada paróquia”, o desafio está lançado

Diocese de Portalegre – Castelo Branco

“Um conselho pastoral em cada paróquia”, o desafio está lançado novidade

No fim do processo, “nem um centímetro” da Diocese de Portalegre – Castelo Branco deve “ficar sem ser coberto por um conselho pastoral paroquial” (ou interparoquial se necessário e conveniente). Foi o desafio do bispo Pedro Fernandes à diocese de que assumiu a tarefa de pastor ainda não há um ano. Esta é talvez a melhor síntese do que foi a “Assembleia Diocesana”, no dia 6 de outubro, em Ponte de Sor, a que várias centenas de pessoas responderam participando de um modo ativo.

Guerras e mudanças de regime

[Entre Margens]

Guerras e mudanças de regime novidade

Já muitos se terão esquecido, ao acompanhar a trágica e intrincada evolução da guerra entre Estados Unidos e Israel e o Irão, que, no seu início, essa guerra foi apresentada como tendo por objetivo primacial o de derrubar um regime ditatorial e opressor, que há pouco tempo havia reprimido de forma violenta e mortífera a contestação de largas canadas da população sedentas de uma liberdade que essa guerra lhes haveria de proporcionar. [Texto de Pedro Vaz Patto].

7MARGENS é um jornal digital
de Religiões, Espiritualidades e Culturas

Propriedade de Associação Porta 18 [ACSFL]
R. da Páscoa, 12 – R/C Dtº – 1250-179 Lisboa | NIPC: 514 876 905
Redação Lisboa: Largo da Luz, 11, 1600-764 LISBOA
IBAN: PT50 0035 0675 0004 6941 7308 1 (CGD)

O 7MARGENS aceita e incentiva a colaboração escrita, em vídeo ou audio dos seus leitores.
Reserva-se o direito de os difundir ou não e aconselha que os textos não excedam os 4.000 caracteres.