
Jerusalém vista a partir da Igreja Dominus Flevit. Foto © Berthold Werner, via Wikimedia Commons.
O Patriarca Latino de Jerusalém, cardeal Pierbattista Pizzaballa, em nome dos bispos católicos da Terra Santa, convidou todas as paróquias e comunidades religiosas para que, na próxima terça-feira, 17 de outubro, façam um dia de jejum e oração pela paz e pela reconciliação.
“A dor e a consternação pelo que está a acontecer são grandes. Mais uma vez, encontramo-nos no meio de uma crise política e militar. Fomos subitamente arremessados num mar de violência sem precedentes. O ódio, que infelizmente já presenciamos por muito tempo, aumentará ainda mais, e a espiral de violência continuará a causar mais destruição”, escreveu o cardeal Pizzaballa numa carta divulgada esta quinta-feira, 12.
Quando “tudo parece falar de morte”, o convite do Patriarca Latino de Jerusalém é que essa não seja “a única palavra que se ouve”. Por isso, pede que “todos façam um dia de jejum e abstinência, e de oração”. Os momentos de oração – explica – devem ser organizados com “adoração eucarística e o rosário à Santíssima Virgem”.
“Provavelmente, em muitas partes das nossas dioceses, as circunstâncias não permitem grandes assembleias”, admite. Mas “nas paróquias, nas comunidades religiosas, nas famílias, ainda será possível organizar momentos simples e sóbrios de oração comum”.
Também os patriarcas católicos do Médio Oriente convidaram todos os fiéis a “intensificarem as orações” para pedir a paz na terra onde Jesus nasceu.
Os responsáveis das cinco Igrejas Orientais Católicas presentes no Médio Oriente e no Norte de África, que estão em Roma desde o início de outubro para participar na Assembleia do Sínodo dos Bispos, encontraram-se esta quarta-feira na sede do Pontifício Colégio Maronita.
A reunião contou com a presença do Patriarca Sírio-Católico Ignace Youssif III Younan, do Patriarca Maronita e Cardeal Béchara Boutros Raï, do Patriarca e Cardeal Caldeu Luis Raphael Sako, do Patriarca Copta Católico Ibrahim Isaac Sidrak e Raphael Bedros XXI Minassian, Patriarca Catholicos da Cilícia dos Arménios.
Além do apelo à oração, os líderes religiosos pediram às grandes potências e à comunidade internacional para que trabalhem para o fim da guerra na Terra Santa, “implementando as resoluções internacionais adotadas pelas Nações Unidas” que reconhecem o “direito à autodeterminação” dos povos.










