Bispos católicos europeus pedem vacina para todos e respeito pela liberdade de culto na pandemia

| 19 Nov 20

Europa. Instituições da União Europeia

“Muitos de nós estávamos preocupados que até a própria União Europeia, enquanto projeto económico, político, social e cultural, estivesse em risco.” Foto © João Catarino Campos.

 

A Comissão dos Episcopados da União Europeia (Comece) enviou uma mensagem às instituições europeias e aos Estados-membros, alertando para a necessidade de superar a crise da covid-19 com uma resposta conjunta e solidária e pedindo que uma eventual vacina seja “acessível a todos, sobretudo aos mais pobres”, assim que estiver disponível.

“A esta crise que nos surpreendeu e apanhou desprevenidos, os países europeus reagiram inicialmente com medo, fechando as fronteiras internas e externas, alguns recusando-se até a partilhar entre os países as provisões médicas mais necessárias. Muitos de nós estávamos preocupados que até a própria União Europeia, enquanto projeto económico, político, social e cultural, estivesse em risco”, refere o documento, citado pela Ecclesia.

O texto, intitulado Reencontrar a Esperança e a Solidariedade, é assinado pelos presidentes dos episcopados que integram a Comece, incluindo o presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, D. José Ornelas.

“A pandemia que nos atormentou nos últimos meses abalou muitas das nossas seguranças e mostrou a nossa vulnerabilidade e a nossa interdependência. Os idosos e os pobres em todo o mundo sofreram o pior”, pode ler-se.

O texto apela também ao respeito pela liberdade de religião dos crentes, “em particular a liberdade de se reunirem para exercer a própria liberdade de culto, no pleno respeito pelas exigências de saúde”, porque “as obras caritativas nascem e estão também enraizadas numa fé vivida”. E declaram a sua “boa vontade de manter o diálogo” com as autoridades estatais de forma a conciliar “as medidas necessárias” de combate à pandemia e o respeito pela “liberdade de religião e de culto”.

Os bispos falam também do futuro da União Europeia, do orçamento aprovado para combate à pandemia – que, entretanto, a Polónia e a Hungria recusaram –, nos fundamentos da União, nos sectores mais frágeis da sociedade e na “reorientação das despesas militares para os serviços de saúde e sociais”.

A propósito do Pacto Europeu sobre migração e asilo, diz o texto: “A solidariedade europeia deveria alargar-se urgentemente aos refugiados que vivem em condições desumanas nos campos de acolhimento e são seriamente ameaçados pelo vírus. Solidariedade para com os refugiados não significa apenas financiamento, mas também abertura das fronteiras da União Europeia de forma proporcional, por parte de cada Estado-Membro.”

 

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