Carta suplica aos militares

Bispos católicos pedem corredor humanitário na Birmânia para deslocados

| 15 Jun 21

Cardeal Charles Maung Bo, arcebispo de Yangon, Myanmar

O Cardeal Charles Maung Bo, arcebispo de Yangon, é um dos bispos que pede que locais sagrados sejam encarados como zonas neutras. Foto: Arquidiocese de Yangon

 

Os bispos da Birmânia (Myanmar) apelaram a que seja aberto um corredor humanitário para as populações deslocadas e que estão numa situação dramática. O apelo – ou “súplica”, conforme a expressão usada – surge numa carta publicada no último fim-de-semana, na qual os bispos recordam que as populações em fuga são cidadãos do país “e têm o direito fundamental à alimentação e segurança”.

Na carta, citada pela fundação Ajuda à Igreja que Sofre, os bispos católicos exortam os militares a observar as normas internacionais segundo as quais “igrejas, pagodes, mosteiros, mesquitas, templos, escolas e hospitais são reconhecidos como locais neutros de refúgio durante um conflito”.

A mesma fonte recorda que, na semana passada, a Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, alertou também para a escalada de violência no país. Em consequência do golpe de Estado dos militares, a 1 de Fevereiro, está a assistir-se a uma “catástrofe para os direitos humanos”, afirmou a responsável em comunicado. Os militares são “responsáveis por esta crise” e, por isso, “devem prestar contas”, disse Bachelet.

Calcula-se que a contestação ao golpe de Estado já terá provocado 850 mortos (quase todos, vítimas da violência militar), milhares de feridos e cerca de 6 mil detidos, além de ter provocado a fuga de outros largos milhares de pessoas.

Entretanto, de acordo com a agência France Presse (AFP), citada pela Rádio Renascença, teriam início nesta segunda-feira, 14, as audições de um processo contra Aung San Suu Kyi, a líder do país deposta pelo golpe militar de Fevereiro.

 

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Inicio o meu quarto ano de uma escrita a que não estava habituada, a crónica jornalística. Nos primeiros três anos escrevi sobre a interculturalidade. Falei sobre o modo como podemos, por hipótese, colocar as culturas moçambicanas e portuguesa a dialogarem. Noutras vezes, inclui a cultura judaica, no diálogo com essas culturas. De um modo geral, tenho-me questionado sobre a cultura, nas suas diferentes manifestações: literatura, costumes, comportamentos sociais, práticas culturais, modos de ser, de estar e de fazer.

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