CEP adere a jornada de oração 

Bispos da Polónia, Ucrânia e Europa pedem diálogo contra “desgraça da guerra”

| 24 Jan 2022

Oração pela paz ganha cada vez mais importância devido ao aumento das movimentações militares na região. Foto © Ministério da Defesa da Ucrânia

 

Os bispos católicos da Polónia e da Ucrânia publicaram uma declaração conjunta, a respeito da crise deste último país com a Rússia, pedindo a intervenção da comunidade internacional para travar um conflito militar.

“Qualquer guerra é uma desgraça e nunca pode ser uma forma apropriada de resolver problemas internacionais. É sempre uma derrota para a humanidade”, referem os responsáveis, citados na Ecclesia e recordando uma frase do Papa João Paulo II antes do que viria a ser a invasão do Iraque, em Março de 2003.

Embora insistindo na mesma tónica, o Conselho das Conferências Episcopais da Europa (CCEE) apelou à resolução do conflito na Ucrânia “exclusivamente através do diálogo”.

“Neste momento extremamente delicado, pedimos aos cristãos para rezarem pelo dom da paz na Ucrânia, para que os responsáveis sejam ‘contagiados pelo bem da paz’ e para que a crise seja superada exclusivamente através do diálogo”, afirma o CCEE, citado noutra notícia da mesma fonte.

No texto, os representantes dos episcopados de toda a Europa dirigem um apelo aos responsáveis das nações “para que não esqueçam a tragédia da guerra mundial do século passado, defendam o direito internacional, a independência e a soberania territorial de cada um dos países”.

“Solicitamos aos governantes que encontrem soluções aceitáveis e duradouras para a Ucrânia, baseando-se no diálogo e nas negociações e sem recorrer às armas.”

No documento conjunto dos bispos polacos e ucranianos, percebe-se muito mais a preocupação nacional destes últimos, com o texto a falar de uma “crescente pressão” de Moscovo contra a Ucrânia e condenando as ocupações de Donbas (leste) e da península da Crimeia (sul), que violam “a soberania nacional e a integridade territorial da Ucrânia”.

“A busca de métodos alternativos à guerra para resolver conflitos internacionais tornou-se hoje uma necessidade urgente, pois o poder aterrador dos instrumentos de destruição disponíveis, até mesmo para as médias e pequenas potências, e os laços cada vez mais fortes existentes entre nações do mundo inteiro tornam difícil ou até praticamente impossível limitar os efeitos do conflito”, diz o documento polaco-ucraniano.

O Conselho das Conferências Episcopais a Europa repete os apelos do Papa Francisco, que exortou as “potências” do mundo a resolver a crise “através de um sério diálogo internacional e não com as armas”. Como forma de pressão, o Papa convocou para esta quarta-feira, 26, uma jornada de oração pela paz na Ucrânia, a qual entretanto terá a adesão da Conferência Episcopal Portuguesa. A CEP convidou as dioceses e organismos católicos do país a unir-se à jornada “como um dia de oração pela paz, na solidariedade fraterna com o povo ucraniano e com os cristãos e os bispos da Ucrânia”, diz a nota dos bispos portugueses.

No terreno, regista-se um aumento da actividade militar russa e ucraniana. Ao mesmo tempo, a NATO/OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) anunciou nesta segunda-feira, 24, ter colocado em alerta parte das suas forças, ao mesmo tempo que enviou navios e aviões de combate para reforçar a defesa na Europa Oriental.

 

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