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A Conferência Episcopal Siciliana realizou sua sessão de trabalho de 12 a 14 de janeiro de 2026, na sede da CESi em Palermo
A Conferência Episcopal da Sicília exprime “gratidão pela reunião, confirmando que cada pessoa deve ser acolhida e respeitada na sua dignidade". Foto: Direitos reservados

Acolhimento e diálogo

Bispos da Sicília reuniram com dois grupos cristãos LGBT+

| 20/01/2026

A Conferência Episcopal da Sicília, a ilha do extremo sudoeste da península italiana, aproveitou a sua reunião de inverno, na última semana, para realizar um encontro com os grupos Cristãos LGBT+ Sicília e Viajando para Emaús, os quais incluem pais de crianças homoafetivas e transgénero, bem como os respetivos assistentes espirituais.

Tratou-se de um tempo de encontro e diálogo, durante o qual os representantes dos grupos partilharam com os bispos as suas “experiências do percurso de fé e os sofrimentos frequentemente causados por portas fechadas ou pela indiferença das comunidades cristãs”, segundo refere o comunicado final da Conferência Episcopal daquela região de Itália.

Cada um dos grupos teve oportunidade, além disso, de apresentar a respetiva história, percurso de formação, bem como atividades espirituais realizadas periodicamente.

O grupo Cristiani LGBT+ Sicilia visa “conciliar fé cristã e identidade LGBT+, oferecendo um espaço de acolhimento e diálogo para pessoas que se identificam como cristãs e LGBTQIA+”. Promove “visibilidade queer dentro da comunidade cristã, desmistificando a ideia de conflito entre fé e afeto”, organizando eventos, encontros e participando em iniciativas públicas como o Pride, procurando “construir pontes e apoio mútuo”.

Quanto ao grupo In viaggio per Emmaus (Viajando para Emaús), que foi apresentado pelos pais presentes no encontro com os bispos, nasceu em 2020. Ele “acolhe pais crentes e está comprometido em ajudá-los a aceitar os seus filhos, superando atitudes e comportamentos homofóbicos”.

No comunicado, a Conferência Episcopal da Sicília exprime “gratidão pela reunião, confirmando que cada pessoa deve ser acolhida e respeitada na sua dignidade, esperando que, por meio da presença de cristãos LGBT+, as portas possam ser reabertas para aqueles filhos de Deus que vivem com sofrimento, fechamento e indiferença”.

“Por meio de uma jornada espiritual na Igreja, essas pessoas podem transformar feridas em fendas de luz”, faz notar o comunicado.

O texto da apresentação na reunião pode ser consultado (em italiano) no site da plataforma Projetto Gionata e tem por título “Prezados bispos, aqui está a nossa jornada como cristãos LGBT+ na Sicília”.

 

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