25 anos da Associação de Escolas Católicas

Bispos defendem escolas adaptadas a um mundo em mudança

| 9 Mai 2024

“Viver a sua identidade e missão e adequá-la a um mundo em mudança, maioritariamente secularizado e com muitos desafios. É este o desígnio que os bispos atribuem às escolas católicas em Portugal.” Foto © Ecclesia

Viver intensamente a sua identidade e missão e adequá-la a um mundo em mudança, maioritariamente secularizado e com muitos desafios é o desígnio que os bispos da Comissão Episcopal da Educação Cristã e Doutrina da Fé atribuem às escolas católicas em Portugal. Numa mensagem divulgada a propósito dos 25 anos da Associação Portuguesa de Escolas Católicas (APEC), os bispos agradecem a todos os intervenientes na constituição e funcionamento das escolas: alunos, pais, professores, auxiliares e membros das congregações religiosas, entre outros.

“Ao comemorar-se, neste ano pastoral 2023/24, os 25 anos da criação da APEC, queremos exprimir a nossa alegria por sentir bem vivo e com ardor renovado um setor da Igreja que acolhemos, desde sempre, com toda a atenção e com todo o carinho”, começam por referir os bispos.

Logo depois, agradecem aos alunos, pais, membros das congregações religiosas, de escolas diocesanas ou de associações privadas de fiéis, irmãs, irmãos, padres, leigos e aos professores e auxiliares, por serem o fundamento e a razão última para o funcionamento das escolas católicas. Recordam, ainda, a fundação da APEC, em 1998.

“Hoje, congratulamo-nos pelo bem que a APEC tem feito durante este quarto de século: como realidade eclesial na senda da evangelização e na promoção da identidade e missão das escolas católicas; no estímulo para a comunhão, partilha e cooperação, gerador de sinergias; na promoção da liberdade de educação, a fim de as escolas, porque católicas, serem abertas a todos, privilegiando os mais frágeis; na colaboração com as famílias na construção do projeto de educação que ambicionam para os seus filhos; ao sistema educativo e à rede escolar, colmatando lacunas e afirmando uma marca peculiar, insubstituível e tão expressivamente procurada”, dizem os bispos.

“Transferindo para este contexto uma frase recentemente proferida pelo Papa Francisco, ousamos pedir que também a Escola Católica não seja administradora de medos, mas empreendedora de sonhos, acreditando que o Espírito a acompanha e ilumina e a ajuda a discernir os sinais dos tempos”, acrescenta a nota.

A Comissão Episcopal destaca, também, a necessidade de a escola católica ser resposta para “os anseios mais profundos da pessoa humana, abrindo-a à sua vocação de transcendência”. “Concomitantemente, ela deve ter capacidade, criatividade e sabedoria para encontrar respostas a questões interpelantes e prementes, tais como a implicação que a diminuição das vocações de consagração tem na continuidade de projetos educativos congregacionais, a escassez de colaboradores qualificados e identificados com a fé cristã e a premência de lideranças fortes e estáveis”.

Os bispos concluem a nota afirmando que “é necessário promover a articulação harmoniosa de todos os atores educativos da Escola Católica, em interação com a realidade eclesial, mas também com a envolvente realidade social e – sem esquecer a determinante responsabilidade do Estado, em matéria de liberdade e de subsidiariedade – a realidade política, na construção do Pacto Educativo Global que insistentemente nos tem falado o Papa Francisco. Porque todos, mesmo todos, somos convocados para este desígnio de salvação”.

 

Apoie o 7MARGENS e desconte o seu donativo no IRS ou no IRC

Agenda

Fale connosco

Autores

 

Pin It on Pinterest

Share This