Os bispos católicos do nordeste do México uniram-se para receber comboios de imigrantes que tentam entrar nos Estados Unidos da América e ficam retidos na fronteira com o seu país. Para tal estão a ser tomadas várias medidas de apoio como a criação de novos centros de acolhimento de migrantes em dioceses transfronteiriças, à semelhança do que já acontece na diocese de Saltillo.

Em declarações à agência Fides, Alonso Garza Treviño, bispo de Piedras Negras, diz que estas ações são necessárias para prevenir a tragédia, acrescentando que, por exemplo na sua região, “muitos migrantes afogaram-se ao atravessar o Rio Bravo”. 

Os bispos mexicanos tentam assim combater as decisões da administração de Donald Trump, como lembra o advogado especialista em migrações Jaime Barrón, tem sido bastante hipócritas: “Enquanto o governo em Washington diz que não tem poder para deter os migrantes, pedem, por outro lado, ao México para detê-los”. E acrescenta: “As pessoas temem serem mantidas no México por meses, anos e são pessoas sem-abrigo ou comida”.