Bispos do Zimbabué denunciam violência contra a oposição
“Estamos profundamente preocupados com os relatos de visitas noturnas de homens mascarados desconhecidos, espancamentos, tortura, agressões sexuais, raptos, assédio verbal e repressão violenta de manifestações por parte da polícia”, afirmam os bispos católicos do Zimbabué numa carta pastoral em que fazem um balanço da situação do país nos últimos meses, após a demissão de Robert Mugabe. Líder dos destinos do país por mais de 30 anos, Mugabe, que morreu no passado dia 6 de setembro, em Singapura, tornou-se cada vez mais autoritário com o passar do tempo.
Os bispos reconhecem as conquistas do antigo líder no processo de libertação nacional mas criticam os métodos utilizados para garantir a justiça e o modo como essas acções moldaram o novo governo do Zimbabué. “As intenções e objetivos eram bons, mas a maneira de os alcançar levanta muitos problemas éticos” afirmam na carta, citada pela agência Fides.
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