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Bispos portugueses partilharam o caminho feito em Portugal com a Comissão Pontifícia de Proteção de Menores. Foto © PR/Agência Ecclesia

No final da visita Ad Limina

Bispos encontraram-se com a Comissão Pontifícia para a Proteção de Menores

Bispos portugueses partilharam o caminho feito em Portugal com a Comissão Pontifícia de Proteção de Menores. Foto © PR/Agência Ecclesia

Bispos portugueses partilharam o caminho feito em Portugal com a Comissão Pontifícia de Proteção de Menores. Foto © PR/Agência Ecclesia

 

No âmbito da visita Ad Limina, um grupo de bispos da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) encontrou-se em Roma com membros da Comissão Pontifícia para a Proteção de Menores (CPPM), para partilhar a “experiência do percurso” feito em Portugal e inteirar-se do trabalho realizado “no contexto global da Igreja”.

Numa declaração aos jornalistas que acompanharam a visita ‘Ad Limina’,  citado pela Agência Ecclesia, o presidente da CEP reafirmou o princípio de “tolerância zero” indicada pelo Papa Francisco e a certeza de que “não há lugar para abusadores” na Igreja.

“A tolerância zero tem de ser muito bem pensada para dar resultado. E é isso que nós estamos a procurar fazer, com gente capaz, com a boa vontade de todos, mas temos de trabalhar juntos para que a Igreja seja verdadeiramente o que é chamada a ser: cuidadora de fragilidades e no seu seio não há lugar para abusadores”, apontou D. José Ornelas.

O bispo de Leiria-Fátima explicou que este encontro “não estava previsto”, no programa da viagem dos bispos, mas surgiu como foi uma oportunidade para descrever à CPPM o trabalho feito em Portugal e aprender “uns com os outros”.

“O nosso processo não está terminado, mas vamos caminhando em conjunto com a Igreja e com a experiência que nós temos”, observou o presidente da CEP.

O CPPM foi criado pelo Papa Francisco em 2014 e, desde 2022, integra o organograma da Cúria Romana, ligado ao Dicastério para a Doutrina da Fé.

De acordo com a informação prestada pela CEP ao longo da visita ‘Ad Limina’, o problema dos abusos sexuais na Igreja Católica foi abordado no encontro com o Dicastério para os Bispos e o Dicastério para a Doutrina da Fé.

“A Igreja é segura, mas tem de constantemente adaptar as suas medidas de segurança aos diversos contextos culturais, às diversas situações em que nos encontramos. Em Portugal, é isso que estamos a procurar fazer”, sublinhou D. José Ornelas.

 

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