Bispos espanhóis propõem unir “salário familiar” ao rendimento mínimo vital

| 6 Jun 20

O secretário geral da Conferência Episcopal Espanhola, Luis Argüello, propôs ao Governo esta sexta-feira, 5 de Junho, que, juntamente com o salário mínimo vital, aprovado em abril para as famílias mais pobres, institua o “salário familiar”. Durante uma conferência de imprensa, o bispo auxiliar de Valladolid recordou que esta medida foi proposta há 40 anos por João Paulo II, e pediu que os migrantes em situação administrativa irregular possam também aceder a estas prestações.

“Pela importância que a família tem neste momento, com as dificuldades em levar as crianças à escola, a atenção aos mais idosos, as dificuldades em conciliar os trabalhos e a vida familiar, seria interessante poder incorporar a referência do salário familiar na perspetiva do rendimento mínimo vital”, explicou Luis Argüello.

Apresentado por João Paulo II na encíclica sobre o trabalho Laborem Exercens, o “salário famíliar” consiste num “salário único dado ao cabeça de família pelo seu trabalho e que seja suficiente para as necessidades da família sem que a mulher precise de desempenhar um trabalho retribuído fora de casa”.

Luis Argüello sublinhou que “esta procura de transformar o rendimento mínimo vital numa perspetiva do salário familiar, de possibilitar o trabalho e uma remuneração justa pelo mesmo, poderia contribuir para resolver outro tipo de problemáticas”, como por exemplo “a queda da natalidade”.

 

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