Bispos europeus apelam a países da UE para que acolham refugiados

| 20 Abr 20

A Comissão das Conferências Episcopais da União Europeia (Comece) fez um apelo a todos os estados-membros para que “mostrem generosidade”, oferecendo asilo aos refugiados que se encontram nas ilhas gregas, permitindo assim minimizar o risco de infeção por coronavírus nos campos, que estão sobrelotados.

“Nós estamos nas nossas casas, com medo. Penso nos mais vulneráveis: como se sentirão aqueles que estão nos campos de refugiados, aqueles que não têm nada, nem sequer medicamentos para a gripe sazonal?”, pergunta o arcebispo do Luxemburgo, Jean-Claude Hollerich, presidente da comissão.

“Considerando as consequências letais que um foco contagioso de covid-19 teria num campo de refugiados”, a Comece, juntamente com a Cáritas Europa e o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, “reiteram a necessidade de realocar os requerentes de asilo das ilhas gregas, porque a situação ali é particularmente dramática: cerca de 20 mil pessoas estão no campo de Moria, na ilha de Lesbos, cujas instalações foram preparadas para acolher apenas três mil”, sublinham num comunicado divulgado na passada quinta-feira, 16 de abril.

O Luxemburgo e a Alemanha foram os únicos países até agora a receber parte destes migrantes (tendo acolhido, respetivamente, 12 e 50 menores não acompanhados). Jean-Claude Hollerich insistiu que os restantes países deverão ser mais solidários, em particular nesta altura de pandemia, “respeitando as obrigações jurídicas internacionais dos requerentes de asilo e das suas famílias”.

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