
Vacinação no Gana contra a covid-19. Foto: OMS.
O Conselho das Conferências Episcopais da Europa (CCEE) e o Simpósio das Conferências Episcopais de África e Madagáscar (SECAM) lançaram um apelo conjunto pelo “acesso justo e universal” às vacinas contra a covid-19. Também os bispos da União Europeia destacaram a importância do anunciado Certificado Digital Verde mas deixam o alerta para que este não exclua “ninguém”.
Os responsáveis católicos da CCEE e do SECAM pedem à União Africana, União Europeia e ONU que se comprometam a “providenciar a implementação prática de leis e protocolos que aumentem a solidariedade e promovam a dignidade humana”.
“Em particular, a promoção da vida, da família, da liberdade educacional e religiosa, o acolhimento e integração dos migrantes. Também através do acesso justo e universal às vacinas contra a covid-19”, acrescentam num comunicado, que a agência Ecclesia noticiou.
A CCEE e SECAM promoveram um seminário online, sobre “Solidariedade na promoção da dignidade humana à luz da Fratelli Tutti”, a encíclica do Papa Francisco sobre a “Fraternidade e a Amizade Social”.
Vinte representantes das conferências episcopais continentais de África e da Europa aprovaram uma mensagem final onde convidam “a acolher o apelo” do Papa Francisco ao diálogo interreligioso, como forma de “estimular a ‘amizade, a paz e a harmonia’” e de garantir a liberdade religiosa, que “é um direito humano fundamental de todos os fiéis”.
“Na promoção do diálogo cultural, inter-religioso e ecuménico, e conscientes de que a Igreja é mãe, pedimos que cada Igreja local seja ‘uma casa de portas abertas’, para sustentar a esperança, construir pontes, derrubar muros e semear sementes de reconciliação”, pode ler-se.
Os bispos, que reafirmam a comunhão e a colegialidade, comprometem-se a trabalhar pela “promoção da dignidade humana, da fraternidade e da solidariedade”, que estão no coração da vida humana e da convivência pacífica.
Já a Comissão das Conferências Episcopais da União Europeia (Comece) veio destacar a necessidade de incluir todos na vida social, numa análise sobre o novo Certificado Digital Verde para pessoas com vacina contra a covid-19.
Numa nota divulgada na quarta-feira, dia 2, a Comece adianta que o seu Grupo de Trabalho sobre Ética destaca a iniciativa da União Europeia e o mecanismo que vai permitir aos Estados-Membros “regulamentar a responsabilidade social e a autonomia dos cidadãos vacinados e não vacinados”, “sem excluir ninguém”.
O novo Certificado Digital Verde da UE visa reduzir as restrições a viagens impostas por governos para combater a disseminação do coronavírus no território comunitário.










