Brasil

Bispos exigem apuramento de responsabilidades na pandemia

| 13 Jul 21

A pandemia já matou mais de 500 mil pessoas no Brasil. Foto © ACN-Portugal

 

“A trágica perda de mais de meio milhão de vidas está agravada pelas denúncias de prevaricação e corrupção no enfrentamento da pandemia da covid 19”, denuncia a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), naquele que considera “um dos períodos mais desafiadores” da história da democracia no país. E por isso pedem o apuramento irrestrito e imparcial de todas as denúncias.

Em comunicado da última sexta-feira, dia 9, a CNBB cita uma mensagem sua, já de 2018, que refere a dado passo: “Ao abdicarem da ética e da busca do bem comum, muitos agentes públicos e privados tornaram-se protagonistas de um cenário desolador, no qual a corrupção ganha destaque.”

Por isso, os bispos são claros nas suas exigências: “Apoiamos e conclamamos às instituições da República para que, sob o olhar da sociedade civil, sem se esquivar, efetivem procedimentos em favor da apuração, irrestrita e imparcial, de todas as denúncias, com consequências para quem quer que seja, em vista de imediata correção política e social dos descompassos”.

É “mais uma vez” em nome de “vidas ameaçadas, direitos desrespeitados e para apoiar a restauração da justiça, fazendo valer a verdade” que a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil “levanta a sua voz”.

A CNBB homenageou os mais de meio milhão de mortos de covid-19 no país, num ato nacional que teve lugar no dia 19 de junho, sábado. Nesse dia, além de orações, e programas evocativos nos media católicos, os sinos das igrejas tocaram pelas 15 horas, recordando as vidas que se perderam. Neste momento, o número de mortos pela pandemia eleva-se já a mais de 530 mil.

 

O segundo apagamento de Aristides

Comentário

O segundo apagamento de Aristides novidade

“Mesmo que me destituam, só posso agir como cristão, como me dita a minha consciência; se estou a desobedecer a ordens, prefiro estar com Deus contra os homens do que com os homens contra Deus.” Esta afirmação de Aristides de Sousa Mendes, cônsul de Portugal em Bordéus em 1940, confirmada por muitas outras de cariz semelhante, mostra bem qual foi o fundamento para a sua decisão de, contra as ordens expressas de Salazar, conceder indiscriminadamente vistos de passagem a milhares de pessoas em fuga do terror nazi.

Apoie o 7MARGENS e desconte o seu donativo no IRS ou no IRC

Vaticano

Mundo não pode ignorar sofrimento de haitianos novidade

O mundo não pode mais ignorar o sofrimento do povo do Haiti, uma ilha que há séculos é explorada e pilhada por nações mais ricas, apontou o arcebispo Vincenzo Paglia, presidente da Pontifícia Academia para a Vida. “O grito de ajuda de uma nação não pode passar despercebido, especialmente pela Europa.”

Fale connosco

Pin It on Pinterest

Share This