
O presidente do episcopado francêws, Éric de Moulins-Beaufort, irá recorrer no Conselho de Estado contra as medidas do Governo. Foto: Peter Potrwol / Wikimedia Commons.
A decisão dos governos francês e britânico de encerrar as igrejas e proibir as celebrações com a presença de fiéis está a ser fortemente contestada pelos bispos católicos de ambos os países. Para o presidente da Conferência dos Bispos de França, Éric de Moulins-Beaufort, estas medidas “atentam contra a liberdade de culto”, afirma num comunicado citado pelo Religión Digital. Na opinião dos bispos de Inglaterra e Gales, as novas medidas são “uma fonte de profunda angústia” e não há provas de que tenham alguma eficácia, avança o The Tablet.
Os bispos franceses já anunciaram que irão mesmo interpor um recurso perante o Conselho de Estado contra a decisão anunciada pelo Governo de proibir a celebração da eucaristia e de outros sacramentos em comunidade, à exceção das cerimónias fúnebres, que ficaram limitadas a 30 pessoas.
Na Igreja Católica de Inglaterra e do País de Gales, o cardeal Vincent Nichols, presidente do episcopado, e o vice-presidente, Malcolm McMahon, lamentam as medidas tomadas, equivalentes às do executivo francês, e sublinham ainda não ter visto “nenhuma prova de que a proibição do culto comunitário, com todos os seus custos humanos, seja uma parte produtiva da luta contra o vírus”. Exigem, assim, ao Governo que “apresente estas provas que justifiquem a suspensão dos atos de culto público”.
Também os líderes da Igreja Anglicana, o arcebispo Justin Welby, o arcebispo de York Stephen Cottrell e a bispa de Londres Sarah Mullally escreveram uma longa carta ao clero, onde garantem que questionarão igualmente o Governo sobre as razões da concretização de determinadas proibições e não outras e manifestam tristeza por não terem sido consultados no processo da tomada de decisão.










