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Depois de terem sido encontrados em Camargo (no México, perto da fronteira com os EUA), no passado dia 23 de janeiro, 19 corpos baleados e queimados que se pensa serem de migrantes guatemaltecos, os bispos mexicanos divulgaram esta sexta-feira, 29, uma carta em que expressam a sua “dor e indignação” e exigem “que se esclareçam os factos e circunstâncias do massacre, de modo que um crime desta natureza não fique impune”.
Na nota, conta o Vatican News, os bispos recordam outros massacres que aconteceram em anos anteriores e sublinham que “o que não se resolve, repete-se”, apelando ao sentido humanitário dos governos da Guatemala e do México para uma maior proteção aos migrantes que saem dos seus países para “salvar a sua vida e das suas famílias”.
A Rede Clamor (Conselho Latino-Americano para os Migrantes, Refugiados e Vítimas de Tráfico) foi a primeira a manifestar a “dor e indignação perante a notícia do massacre” em Camargo, Tamaulipas (leste do país, do lado do Golfo do México) no dia 23 de janeiro. O massacre terá sido cometido por grupos de crime organizado e a Rede Clamor insiste em que se devem apurar as responsabilidades pelo crime, refere o Vatican News.









