Em carta pastoral

Bispos nórdicos criticam movimento LGBT e reafirmam ensinamentos da Igreja sobre sexualidade

| 27 Mar 2023

O transgenerismo é “imposto aos menores como um fardo pesado de autodeterminação para o qual eles não estão preparados”, lamenta a Conferência Episcopal Nórdica. Foto © Sharon Mccutcheon / Unsplash.

 

A Conferência Episcopal Nórdica publicou uma carta pastoral em que expressa preocupação com a propagação do movimento LGBT que, segundo os bispos nórdicos, “propõe uma visão da natureza humana que se abstrai da integridade encarnada da pessoa, como se o género físico fosse algo acidental”, e transmite essa visão às crianças como uma verdade comprovada.

O documento, divulgado este domingo, 26 de março, e lido em muitas das missas deste fim de semana em igrejas católicas na Suécia, Noruega, Finlândia, Dinamarca e Islândia, afirma que a Igreja condena toda a discriminação injusta, seja ela qual for, inclusive a baseada no género ou orientação sexual. Manifesta, no entanto, “perplexidade” diante de um movimento que se recusa a ver no corpo um sinal de identidade e assume que a única individualidade é a que se produz pela autopercepção subjetiva, não levando em conta que fomos criados à imagem de Deus e que esta imagem de Deus na natureza humana se manifesta na “complementaridade do masculino e do feminino”.

Os líderes católicos da Escandinávia lamentam em particular que essa visão seja apresentada às crianças “não como uma hipótese ousada, mas uma verdade comprovada”. O transgenerismo é “imposto aos menores como um fardo pesado de autodeterminação para o qual eles não estão preparados”, lamentam os bispos, considerando “curioso” que numa sociedade intensamente consciente do corpo, o corpo seja na realidade tratado levianamente.

A carta pastoral reitera, assim, que “o homem e a mulher são criados um para o outro: o mandamento de ser fecundo depende desta reciprocidade, santificada em união nupcial”.

 

Recuperar a natureza sacramental da sexualidade

Reconhecendo que a união entre um homem e uma mulher nem sempre é fácil e que a integração das características masculinas e femininas pode ser árdua, a Igreja escandinava dispõe-se a consolar aqueles que experimentam o que chama de “problemas”. “Estamos aqui para todos, para acompanhar a todos. Na Igreja há lugar para todos, a misericórdia não exclui ninguém. Mas estabelece um alto ideal”, escrevem os bispos nórdicos.

“Pode acontecer que as circunstâncias tornem impossível para um católico receber os sacramentos por um certo período de tempo. Não é por isso que ele deixa de ser membro da Igreja”, assinala ainda a nota pastoral.

E, àqueles que têm dúvidas sobre os ensinamentos cristãos sobre sexualidade, os bispos sugerem que o conheçam melhor através da Bíblia e da oração, e “não apenas através de fragmentos captados aqui e ali”, e que participem na vida da Igreja.

Teremos uma valiosa contribuição a oferecer se recuperarmos a natureza sacramental da sexualidade no plano de Deus”, escrevem, “a beleza da castidade cristã e a alegria da amizade, que mostra que grande intimidade libertadora também pode ser encontrada nas relações não-sexuais”. Porque, concluem, “o objetivo do ensinamento da Igreja não é reduzir o amor, mas realizá-lo”.

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