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Velas queimam na frente da Igreja da Natividade, em Belém. Foto Albin HillertCMI

Esta terça-feira, 17 outubro

Bispos portugueses e Conselho Mundial de Igrejas unem-se a dia de jejum e oração

| 16/10/2023

Velas queimam na frente da Igreja da Natividade, em Belém. Foto Albin HillertCMI

Velas acesas em frente à Igreja da Natividade, em Belém. Foto © Albin Hillert/CMI.

 

A Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) e o Conselho Mundial de Igrejas (CMI) decidiram unir-se ao apelo feito pelo Patriarca Latino de Jerusalém, cardeal Pierbattista Pizzaballa, que em nome dos bispos católicos da Terra Santa convidou todas as paróquias e comunidades religiosas para que, nesta terça-feira, 17 de outubro, façam um dia de jejum e oração pela paz e pela reconciliação em Israel e na Palestina.

“Respondendo ao veemente convite do cardeal Pierbattista Pizzaballa, (…) a Conferência Episcopal propõe que todas as famílias, paróquias e comunidades religiosas façam um dia de jejum e oração pela paz e reconciliação na terça-feira, 17 de outubro. Onde for possível, estes momentos de oração podem ser organizados com a adoração eucarística e a recitação do rosário”, lê-se no comunicado enviado às redações pela CEP nesta segunda-feira.

O documento acrescenta: “Em sintonia com os constantes apelos do Papa Francisco, a Conferência Episcopal Portuguesa, diante das dramáticas situações de guerra, violência e morte em várias partes do mundo, nomeadamente na Ucrânia e mais recentemente na Terra Santa, apela vivamente a que se façam todos os esforços que conduzam à Paz verdadeira”.

Também o CMI fez saber neste domingo, em comunicado, que “convida todas as igrejas membros e pessoas de boa vontade a unirem-se em orações pela paz, pela ajuda aos que sofrem e aos que perderam entes queridos”.

“O Conselho Mundial de Igrejas apela mais uma vez com urgência à cessação imediata desta violência mortal e ao Hamas que pare os seus ataques. Pedimos urgentemente a ambas as partes que acalmem a situação”, escreveu por seu lado o secretário-geral do CMI, Jerry Pillay, num outro comunicado. “Estamos profundamente preocupados com o conflito entre Israel e os grupos armados palestinianos e com as consequências inevitavelmente trágicas para o povo da região – tanto israelitas quanto palestinianos – após um período de escalada de tensões e violência na Cisjordânia e em Jerusalém.”

No seu texto, Pillay sublinhou a necessidade de agir: “Apelamos ao Estado de Israel, com o apoio da comunidade internacional, que permita a entrada de apoio humanitário em Gaza para que milhões de civis inocentes, incluindo muitas crianças, possam receber tratamento médico e suprimentos básicos”.

 

Cardeal Pizzaballa disposto a ser trocado por reféns

cardeal Pierbattista Pizzaballa, foto Vatican Media

O cardeal Pierbattista Pizzaballa disse que faria o que fosse necessário para trazer as crianças feitas reféns pelo Hamas de volta a casa. Foto © Vatican Media.

 

O Patriarca Latino de Jerusalém, cardeal Pierbattista Pizzaballa, afirmou estar disposto a ser trocado pelas crianças que foram feiras reféns pelo Hamas na Faixa de Gaza.

Questionado pelos jornalistas numa videoconferência que decorreu esta segunda-feira, o líder católico disse que faria o que fosse necessário para trazer essas crianças de volta a casa. “Se estou pronto para uma troca? Qualquer coisa, se isso puder levar à liberdade e trazer essas crianças para casa, não há problema. Há uma disponibilidade absoluta da minha parte”, afirmou o cardeal.

As Forças de Defesa de Israel confirmaram esta segunda-feira que 199 reféns israelitas, incluindo crianças, estão ainda reféns do movimento Hamas, na sequência do ataque de 7 de outubro. O Hamas ameaçou na semana passada matar um refém por cada vez que os militares de Israel bombardeassem alvos civis em Gaza.

O cardeal sublinhou que é necessário “encontrar uma forma de recuperar os reféns”, e reiterou: “Estamos dispostos a ajudar, até eu pessoalmente”.

O secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, disse numa entrevista na sexta-feira que a principal preocupação do Vaticano é “a libertação de reféns israelitas e a proteção de vidas inocentes em Gaza”.

“Não sei quanto espaço para o diálogo pode haver entre Israel e a milícia do Hamas”, referiu Parolin. “Mas se houver – e esperamos que haja – deve ser perseguido imediatamente e sem demora.”

“A Santa Sé está pronta para qualquer mediação necessária, como sempre”, concluiu.

 

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