O Papa voltou a aparecer em público este domingo, no final da missa do Domingo de Ramos, na Praça de São Pedro, saudando a multidão aí reunida com breves palavras: “Bom Domingo de Ramos, boa Semana Santa”, disse.
Francisco, que chegou em cadeira de rodas e sem cânulas nasais, passou junto a vários dos presentes, que lhe estendiam a mão, para o cumprimentar, e foi recebido junto ao altar pelo cardeal Leonardo Sandri, vice-decano do Colégio Cardinalício.
Depois da sua breve intervenção, dirigiu-se para junto dos cardeais e de alguns dos participantes, tendo parado para conversar, durante alguns momentos, com a presidente do governo do Estado da Cidade do Vaticano, irmã Raffaela Petrini, bem como de um grupo de religiosas.
Francisco cumprimentou várias crianças, a quem ofereceu rebuçados, como é seu costume.
Antes de regressar à Casa de Santa Marta, o Papa esteve em oração junto do túmulo de São Pedro, ao lado do baldaquino, tendo ainda parado junto aos restos mortais de Pio X e do monumento dedicado a Bento XVI, diante do qual também rezou durante alguns momentos.
“Todos temos dores, físicas ou morais”
Já na reflexão escrita para o ângelus, o Papa convidou a imitar os sentimentos de Jesus, nos momentos de maior sofrimento.
“Todos temos dores, físicas ou morais, e a fé ajuda-nos a não nos entregarmos ao desespero, a não nos fecharmos na amargura, mas a enfrentá-las, sentindo-nos envolvidos, como Jesus, pelo abraço providencial e misericordioso do Pai”, sustentou.
“Irmãs e irmãos, agradeço muito pelas vossas orações. Neste momento de fraqueza física, ajudais-me a sentir ainda mais a proximidade, a compaixão e a ternura de Deus. Eu também rezo por vós e peço que confieis comigo ao Senhor todos os que sofrem, especialmente os que são afetados pela guerra, pela pobreza ou pelos desastres naturais”.
O texto evoca o “triste” segundo aniversário do início do conflito no Sudão, a 15 de abril, “com milhares de mortes e milhões de famílias forçadas a abandonar as próprias casas”.
“O sofrimento das crianças, das mulheres e das pessoas vulneráveis clama aos céus e implora-nos a agir. Renovo o meu apelo às partes envolvidas, para que ponham fim à violência e assumam caminhos de diálogo, e à comunidade internacional, para que não falte a ajuda essencial às populações”, pede o Papa.
Francisco recorda ainda o Líbano, que há 50 anos vivia o início da “trágica guerra civil”, deixando votos de que, “com a ajuda de Deus, possa viver em paz e prosperidade”. “Que a paz chegue finalmente à martirizada Ucrânia, à Palestina, Israel, República Democrática do Congo, Mianmar, Sudão do Sul. Que Maria, Nossa Senhora das Dores, obtenha essa graça e nos ajude a viver com fé a Semana Santa”, conclui a reflexão.










